A deputada estadual Maria Mendonça (PP) anunciou o seu voto contra o Projeto de Lei, encaminhado pelo Governo do Estado, que obriga os servidores usuários do Ipes Saúde a pagar contribuição para até quatro dos seus dependentes. “Voto contra porque, no meu entender, esse Projeto penaliza os servidores públicos de Sergipe”, justificou a parlamentar, ressaltando que “a maioria dos trabalhadores do Estado ganha salário mínimo, sem contar que há três anos, sequer, tiveram garantida a reposição das perdas inflacionárias e, ainda, são obrigados a receber os seus vencimentos no dia 11 ou 12 do mês subsequente”.

Para Maria, cobrar contribuição de dependentes de quem ganha salário mínimo, é prejudicar ainda mais a classe trabalhadora que há meses vem sendo obrigada a pagar faturas com juros e multa, uma vez que os seus salários – por decisão do Governo – estão sendo pagos com considerável atraso.  “E cadê o cunho social da instituição Ipes Saúde? Aprovar esse projeto é penalizar mais uma vez uma considerável gama de trabalhadores que vêm perdendo o seu poder de compra, justamente, em virtude do achatamento dos seus salários. Aprovar esse projeto é cortar, mais uma vez, na carne do trabalhador, pois descontar R$ 100,00 de quem já ganha salário mínimo, é provocar um enorme desfalque no orçamento familiar”, argumentou Maria Mendonça, ao apelar que os colegas fossem sensíveis e, também, votassem contra.

De acordo com Maria, a proposta do governo pode até ser boa, mas não no atual momento. “Vivemos um período de crise econômica, sem precedente. Os trabalhadores perderam o seu poder aquisitivo e, ainda, querer cobrar contribuição de quem já ganha vergonhosos salários, é inoportuno e inaceitável”, afirmou a deputada, acrescentando que os servidores, no atual modelo, já contribuem com 4% dos seus vencimentos.

Defesa do Ipes – Ao defender o seu voto contra, Maria Mendonça lembrou que, ao longo da sua história como parlamentar, sempre defendeu o Ipes e abraçou a instituição como sendo algo extremamente importante para o trabalhador, principalmente, para que os que não têm acesso a outros planos privados. “Lutamos para que o Ipes garantisse um atendimento de qualidade. Conquistamos essa luta e os servidores passaram a ter esse plano pelo qual pagam 4% e o Estado paga outros 4%”, afirmou.

Maria lembrou que, no início da atual legislatura, apesentou Requerimento à mesa diretora solicitando a presença do presidente do Ipes Saúde para que pudesse expor aos deputados a real situação da autarquia, antes que o Projeto chegasse ao Legislativo. “Já sabíamos da possibilidade desse projeto e entendemos que, nada mais oportuno, que convidar o representante da instituição para nos apresentar dados e nos falar sobre as suas dificuldades. Infelizmente, o nosso Requerimento sequer foi colocado em votação para que os colegas pudessem se posicionar. Agora, chega o Projeto a esta Casa e não há como votar favorável na atual circunstância”, pontuou Maria Mendonça.

Por Ascom Parlamentar Dep. Maria Mendonça – Kátia Santana