Continuando a programação do XXXVI Encontro Nacional da Fenale (Federação Nacional dos Servidores dos Poderes Legislativos Federal, Estaduais e do Distrito Federal), foi realizada palestra que abordou temas de interesse dos servidores de assembleias.

O palestrante, deputado Enivaldo dos Anjos, primeiro secretário da Assembleia do Espírito Santo, na sua temática, trouxe à tona os problemas sofridos pelos funcionários das casas legislativas. “Existe um afastamento entre deputados e servidores, isso não deveria ocorrer, pois são esses funcionários que sustentam todas as instituições do poder legislativo. Infelizmente vemos um descaso e uma falta de interesse em abrir diálogo com os servidores, visando encontrar soluções para suas problemáticas”, afirmou.

Enivaldo dos Anjos/ Foto: Camila Ramos

Enivaldo dos Anjos/ Foto: Camila Ramos

Enivaldo também apresentou um vídeo das reuniões feitas pelos servidores da Ales (Assembleia Legislativa do Espírito Santo).

Após a palestra, foi escolhida uma comissão (votada por todos) que irá redigir uma “Carta para Aracaju”, com toda a discussão e reivindicações dos servidores e seus sindicatos. Essa carta será apresentada amanhã, quarta-feira (01), durante a XX Conferência da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale).

Finalizando as atividades da Fenale no plenário da Alese, foi realizado o “pinga-fogo”, onde casa servidor e sindicalista, tem três minutos para ir a tribuna e apresentar as reivindicações dos seus estados. Dentre as problemáticas debatidas, a mais focada foi sobre o Projeto de Lei Complementar 257/2016 que, segundo os participantes do encontro, prevê congelamento de salários e desligamento de servidores.

Ainda de acordo com os debatedores, o PLP 257/2016 faz parte do pacote de ajuste fiscal iniciado pelo governo, no final de 2014. As medidas, que buscam manter o pagamento de juros e amortizações da dívida ao sistema financeiro e aumentar a arrecadação da União, atingem diretamente o serviço público e programas sociais.

A suspensão dos concursos públicos, congelamento de salários, não pagamento de progressões e outras vantagens (como gratificações), destruição da previdência social e revisão dos Regimes Jurídicos dos Servidores estão entre as medidas a serem implementadas caso o projeto seja aprovado.


Por Camila Ramos – Agência Alese de Notícias