Uma discussão sobre a realidade social, economia e ambiental do Rio São Francisco. Este foi o foco da audiência pública realizada no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), com apoio da Escola do Legislativo Alese, em parceria com Universidade Federal de Sergipe (UFS), através do Movimento de Mobilização da Sociedade Civil pela Revitalização do Velho Chico, na manhã desta sexta-feira, (11).

Foto: Jorge Henrique

Antônio Góis Foto: Jorge Henrique

“Temos como objetivo discutir a realidade do Rio São Francisco, alternativas que podem ser feitas para amenizar seu sofrimento. A situação é muito grave, o Velho Chico literalmente está morrendo. A discussão não deve parar por aqui e devemos articular toda a região da Bacia do São Francisco”, disse o membro do Movimento de Mobilização da Sociedade Civil pela Revitalização do Velho Chico, Antônio Góis, pontuando a necessidade de elaboração urgente de um projeto de revitalização do Rio São Francisco.

Segundo estudos realizados nos últimos anos, os impactos na região do Baixo São Francisco, em dezenas de povoados e cidades sergipanas são fortes. O professor doutor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), estudioso sobre o Rio São Francisco, Gregório Guirado Faccioli explica que Sergipe tem municípios com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e são necessárias ações efetivas, políticas públicas que possibilitem a recuperação do Baixo São Francisco.

Gregório Faccioli Foto: Jorge Henrique

Gregório Faccioli Foto: Jorge Henrique

“Estamos na região da foz do rio e somos os mais impactados, Sergipe e Alagoas. É preciso garantir água para seres humanos e animais. O que acontece é um desrespeito a todos que sobrevivem do Velho Chico”, afirmou o estudioso.

Possíveis soluções

Faccioli relatou que a UFS realizou inúmeros estudos técnicos, sociais e ambientais nos últimos 15 anos que indicam possíveis soluções para gravidade da situação do Rio São Francisco.

“Uma delas, é olhar para outras fontes de energia, já que temos ótimas condições de vento em localidades do nordeste que nos permitem gerar energia de forma limpa e renovável. Outra ideia são ações educativas sobre a importância do Rio São Francisco para gerações atuais e futuras”, concluiu Faccioli.

O presidente da Alese, deputado estadual Luciano Bispo, declarou apoio da casa legislativa, no que for necessário na luta pelas águas do Rio São Francisco. “Nós deputados nos somamos a esta causa. O que for preciso, nós faremos para salvar o tão importante rio”, disse.

Foto: Jorge Henrique

Fizeram explanações na audiência pública sobre o Velho Chico, o professor doutor Luiz Carlos Souza Filho representante do Comitê da Bacia do São Francisco; o professor doutor Gregório Guirada Faccionli (UFS); a promotora representante da Comissão de Apoio ao Rio São Francisco do Ministério Público Estadual de Sergipe (MPE/SE), Alana Monteiro; o deputado estadual da Assembleia Legislativa de Alagoas, Inácio Loiola Damasceno; o diretor do Museu Ambiental Casa do Velho Chico, Antônio Jackson e o membro do Movimento de Mobilização da Sociedade Civil pela Revitalização do Velho Chico, Antônio Góis.

A mesa foi composta pelos supracitados, além do presidente da Alese, Luciano Bispo, a deputada estadual Ana Lúcia, e o capitão de fragata João Batista Barbosa, da Capitania dos Portos do Estado de Sergipe.

Ao final das explanações, o debate foi aberto ao público.

Por Tíffany Tavares – Agência Alese de Notícias