Contrário à ameaça de aquartelamento feita por associações que representam os policiais militares, o deputado estadual Capitão Samuel entende que os militares, insatisfeitos, têm o direito de protestar contra a defasagem salarial e a falta de diálogo do governo. O parlamentar alertou o governador Jackson Barreto e os gestores da Segurança Pública para medidas que serão tomadas, a partir de segunda-feira, pelos integrantes da corporação. É o movimento ‘Polícia Legal’.

De acordo com o deputado, os policiais militares serão rigorosos na utilização de equipamentos e de instalações, deixando de adotar o que chamou de ‘jeitinho’. Segundo Capitão Samuel, os policiais militares têm trabalhado em locais insalubres, usando equipamentos inadequados ou com validade vencida, a exemplo de coletes, e saindo para trabalhar sem munição e numero de homens suficientes.
A polícia, explica o parlamentar, não possui estrutura para trabalhar e está dando um ‘jeitinho’. “Estão usando coletes vencidos, usando veículos com pneus carecas para proteger a sociedade, mas tudo tem limite.”, observou. Capitão Samuel disse que as equipes atuam com veículos locados não licenciados e que isso não será mais tolerado, a exemplo de ações de abordagem, onde os PMs estão sempre em menor número, o que contraria a lei. “Temos dois soldados por município e eles estão dando ‘jeitinho’ para proteger a sociedade”, lamentou.
Capitão Samuel disse só sabem a importância que a PM tem quando a tropa para. Lembra que em Pernambuco houve aquartelamento de apenas 24 horas e os bancos não funcionaram, pois o cenário ficou preocupante. No Acre, destaca, houve o mesmo movimento e as igrejas suspenderam missas, escolas fecharam as portas e a população ficou com medo de sair na rua. “Imagine um dia sem policia militar nas ruas? Vão arrecadar o que”, indagou.
O deputado disse que as categorias militares alertaram em 2014 para o projeto de plano de carreira votado na Assembleia, que não contemplava os policiais e hoje, além de subsídios, os militares esperam do governo a progressão da carreira, o que foi feito com outros servidores. “A paciência chegou ao limite. Se o governo quiser a categoria aceita esperar que o Estado tenha capacidade financeira de pagar. Mas aprove”, observou. Capitão Samuel pede que o projeto saia da gaveta na Secretaria da Fazenda.

Texto: Dilson Ramos

Fotos: César de Oliveira