A deputada estadual Maria Mendonça (PSDB) revelou hoje (9) preocupação com os rumos da gestão do ensino público em Sergipe. Na sessão da Assembleia Legislativa, a parlamentar, que é professora por formação, manifestou solidariedade aos profissionais do magistério que paralisaram as atividades nesta quarta-feira, como forma de chamar a atenção dos gestores para os problemas enfrentados por eles na lida diária fora e dentro da sala de aula. “Assim como o restante do funcionalismo, essa categoria amarga cinco anos sem reajuste, atrasos salariais e, ainda, enfrenta a ausência de planejamento na condução da educação, que se reflete nas dificuldades vivenciadas pelos nossos estudantes diariamente”, disse Maria.

Ao explicar as incoerências do Governo Estadual na área, Maria citou o exemplo de escolas que possuem uma “estrutura desigual na relação entre demanda e equipe”. Segundo a deputada, são colégios que têm um número pequeno de matrículas, mas uma folha de pessoal extensa. “O critério utilizado é o da vontade política”, lamentou Maria, lembrando que ao longo do seu mandato apontou “diversas vezes, a necessidade de que o Executivo elaborasse um plano de ações que não fossem apenas paliativas”.

Durante o aparte à colega deputada Ana Lúcia Menezes (PT), Maria disse compreender a reivindicação dos professores por uma política salarial mais séria e equânime. “Ao longo das últimas gestões, a carreira do magistério foi destroçada e, hoje, tanto os servidores da ativa quanto os inativos estão em uma situação angustiante com seus vencimentos defasados”, criticou. Para Mendonça, falta ao Estado, uma gestão compromissada com a administração pública. “O Governo que está chegando não poderá fazer muita coisa porque recebeu a máquina estatal em uma condição caótica”, apontou a parlamentar.

 

Foto: Jadilson Simões

Por Assessoria Parlamentar