Iran discute problemas do Centro Especializado de Reabilitação com dirigentes da ASDV

Por Assessoria Parlamentar

Na manhã desta sexta-feira, 17, o deputado Iran Barbosa recebeu a visita, em seu gabinete, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), do presidente da Associação Sergipana dos Deficientes Visuais (ASDV), Wellington dos Santos, acompanhado do diretor de Esportes da entidade, Enaldo Boaventura, e do diretor Administrativo, Victor Almeida, que procuraram o parlamentar para entregar um relatório resultante da visita técnica que realizaram, no dia 30 de novembro último, no Centro Especializado de Reabilitação (CER IV), ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e inaugurado em 27 de agosto deste ano.

No relatório, os dirigentes da ASDV elencam vários problemas encontrados no Centro e que estão em desconformidade com as normas de acessibilidade para pessoas com deficiência (PCD), entre os quais, a presença de objetos como lixeiras, extintores de incêndio e bebedouros obstruindo o piso tátil; placas informativas em braile localizadas em posições e altura que dificultam a leitura por PCD visual; mapa tátil não informando corretamente as posições de equipamentos como os banheiros; piso tátil sem o correto contraste em relação ao chão; e a sala de Ações da Vida Diária (AVD) não adaptada para receber pessoas com as diversas deficiências existentes.

O relatório também aponta que o Centro não oferece atividades básicas para a reabilitação completa de PCD visual, como braile, tecnologias assistivas, Soroban (tábua de calcular), orientação e mobilidade; falta de acessibilidade por transporte coletivo, inexistindo pontos e linhas de ônibus coletivos próximos à instituição; falta de profissional médico oftalmologista, impossibilitando o funcionamento do Setor Visual; e a quantidade insuficiente de profissionais com deficiência no quadro de funcionários; entre outros problemas.

Iran lamentou a existência de tantos problemas em uma unidade especializada de reabilitação para pessoas com deficiência recém-inaugurada. Para ele, como um centro de referência, o CER IV deveria ter sido construído e equipado consultando-se não apenas os técnicos e especialistas, mas também pessoas ou profissionais com deficiência ou as suas representações, por serem elas que vivem os problemas de acessibilidade no cotidiano.

“É perceptível que faltou nessa construção o diálogo com quem vive no dia a dia os problemas da falta de acessibilidade, que são as próprias pessoas com deficiência. Certamente, se tivesse sido feita essa consulta, muitos dos problemas ali encontrados e elencados nesse relatório teriam sido evitados”, entende o parlamentar.

Foto: Divulgação Ascom

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