Por Assessoria Parlamentar

Na sessão da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) desta quarta-feira, 15, o deputado estadual Iran Barbosa (PT) voltou a tratar da situação de empobrecimento dos servidores públicos, defendendo a negociação como método e caracterizando o anúncio como forma autoritária de tratar a questão.

“Anúncio de reajuste é um método autoritário porque é unilateral e exclui do debate os principais interessados, que são os servidores públicos. Qualquer posição adotada pelo governo, relativamente ao salário dos servidores públicos, precisa, antes de tudo, passar por um processo de negociação com as legítimas representações dos trabalhadores ”, entende Iran.

O parlamentar também defendeu que o processo de discussão, baseado no método da negociação, tem que ser pautado em critérios.

“Para negociar com os servidores, o governo deve adotar o princípio da transparência. Para isso os representantes do governo devem ter em mãos os estudos e levantamentos que identifiquem, de forma séria e consequente, qual é o índice de perda salarial acumulada pelos servidores ao longo de quase uma década de congelamento. Da mesma forma, e obedecendo ao mesmo princípio da transparência, o governo deve apresentar os dados relativos ao crescimento e à melhoria das condições econômico-financeiras de Sergipe, como vêm sendo anunciados pelas autoridades estaduais. Com essas informações disponíveis, o governo precisa estar aberto a ouvir as reivindicações dos servidores e buscar entender as suas pautas”, defendeu Iran Barbosa, alertando que dessa forma é que se deve buscar tratar a recomposição geral das perdas dos servidores e as especificidades de cada categoria do Serviço Público.

“Portanto, governos democráticos não anunciam reajustes, eles negociam com os servidores, com transparência e participação. Espero que esse seja o método a ser adotado pelo Poder Executivo de Sergipe, com a brevidade necessária”, finalizou Iran Barbosa, lembrando que defende esse método baseado em anos de experiência de negociações salariais à frente da CUT, da CNTE e do Sintese.

Foto: Jadilson Simões