Por Habacuque Villacorte – Rede Alese

O deputado estadual Iran Barbosa (PT) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, na tarde dessa segunda-feira (6), para criticar as recentes declarações do ministro-chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, feitas publicamente à Universidade Federal de Sergipe (UFS). O petista também criticou a decisão do governo federal de cortar verbas das instituições federais.

Ao fazer uso da palavra, Iran disse que faria “eco” aos discursos dos colegas deputados, também criticando as declarações do ministro Onix e disse que a comparação feita entre a UFS e a Unit é apenas uma estratégia do governo para “colocar sergipanos contra sergipanos”. “Não se trata disso, não vamos entrar nesta cilada e sou defensor da Universidade Pública”.

“Tenho uma dívida pessoal com aquela universidade. Sei do seu papel e também sei valor que tem a Unit. Ambas são necessárias para o nosso Estado e não podemos admitir que este governo manipule os dados para justificar esses cortes. É um grande equívoco do presidente em retirar e diminuir os investimentos em Educação”, avaliou o deputado.

Iran Barbosa reforçou sua crítica dizendo que o rebaixamento da educação pública é a marca do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Segundo ele o governo quer esquivar o Estado da responsabilidade pela Educação e transferir para as famílias. “Por isso o ataque à UFS. Estão promovendo informações falaciosas. 35% dos cursos da UFS tiveram nota ‘3’; 25% com nota ‘4’; e 10% com a nota máxima ‘5’. Conheço a qualidade do ensino oferecido por aquela instituição, fui aluno dos cursos de História e de Direito, e também fui professor”.

Por fim, Iran Barbosa disse que apresentou uma Moção de Protesto contra as declarações do ministro em relação à UFS e disse que vai subscrever todas as propostas dos colegas a respeito. “O ministro nunca veio na Universidade e falou do que não conhece. Vamos mostrar para o Brasil que os dados apresentados por esse ministro não são verdadeiros e que é mais um jogo de cena para tentar privatizar e justificar a redução dos investimentos. Isso é um tiro no pé”.

Foto: Jadílson Simões