Gilson Andrade lamenta a situação de abandono das estradas sergipanas
O deputado Gilson Andrade (PTC) ocupou a tribuna no grande expediente desta terça-feira, 18, para falar sobre a lamentável situação de abandono que se encontram as estradas sergipanas, citando, inclusive, os trechos e problemas apresentados, iniciando pelo KM 90 da BR-101 sentido Aracaju ao município de Estância, onde há mais de um ano houve o desmoronamento de um dos lados da pista e que até hoje não foi solucionado este problema.
“Há mais de um ano, exatamente no dia 22 de junho do ano passado aconteceu o desmoronamento naquele trecho da BR-101 e até hoje o Governo Federal através do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, não tomou providências. Se não é por falta de dinheiro é por incompetência porque é inadmissível que se demore tanto para tomar as medidas cabíveis num trecho tão pequeno como aquele, algo em torno de 300 metros”, disse.
Gilson Andrade reforçou a necessidade de que sejam tomadas providências no KM 90 da BR-101, pois na última sexta-feira à noite houve uma colisão frontal entre dois veículos naquele trecho e não houve vítimas fatais. “Que este acidente sirva de exemplo para que o Governo Federal através do DNIT solucione este problema o mais urgente possível, pois agora estamos indo e vindo em meia pista e é um perigo constante. A qualquer momento pode acontecer um acidente com vítimas fatais ou o outro lado da pista desmoronar devido as fortes chuvas que ocorrem em nosso Estado”, salientou.
“Mesmo indo para Estância pela praia também encontro outro problema, o trecho que corresponde ao contorno onde fica a Companhia Policial de Trânsito, no povoado Rio Fundo à BR-101, este trajeto é um tapete de buracos. Embora todos os anos tenha apresentado nesta Casa diversas Indicações para recapeamento e sinalização deste trecho, o Governo do Estado através do DER apenas coloca borra de asfalto e tapa os buracos. Por isso, a estrada está toda irregular colocando em risco a segurança daqueles que necessitam diariamente passar por ali, como eu, indo e vindo de Estância”, frisou.
O parlamentar também apontou em seu discurso outras estradas que necessitam de reparos como a do município de Arauá no trecho da Colônia Sucupira onde há uma intensa produção agrícola. Lá moradores estão tirando areia das laterais da pista e colocando nos buracos para amenizar o problema. Citou também a estrada que liga Arauá a Itabaianinha, onde buracos tomam conta de todo aquele trajeto. Da mesma forma, saindo de Itabaianinha para Tobias Barreto, principalmente no trecho do Povoado Ilha, além de Cristinápolis para Tomar do Geru, onde a pista é altamente perigosa, sem sinalização e acontecem constantemente acidentes, assim como na estrada que liga Boquim a Pedrinhas.
“O atual Governo prometeu e iniciou as obras num trajeto de 8 km do município de Santa Luzia do Itanhy para o Povoado Crasto. Através de recurso do Ministério do Turismo, no ano passado foi dada a ordem de serviço, mas lamentavelmente a obra está parada. Em um percurso de apenas 8 km asfaltaram somente 4 km, além disso não colocaram sinalização, portanto, falta mais ou menos metade desse percurso para ser asfaltado. Segundo moradores do município de Santa Luzia do Itanhy, o Governo do Estado deve 2 milhões a empresa responsável pela obra, por isso, que ela recolheu todo maquinário, paralisou a obra e a parte que foi asfaltada já está com buracos”, disse.

“O dinheiro do contribuinte sergipano foi gasto e está sendo desperdiçado. O povoado Crasto é um dos locais mais belos, e com extremo potencial turístico no Estado de Sergipe. É necessário o mínimo de infraestrutura para que aquela região linda possa ser desfrutada, visitada e que as pessoas possam ir e vir com tranquilidade e segurança. Estamos fazendo um apelo ao Governo do Estado para que seja retomada essa obra, que contribuirá, e muito, com o crescimento e desenvolvimento do município de Santa Luzia, potencializando o turismo no povoado Crasto”, finalizou.
Fonte: Ascom Parlamentar – Dep. Gilson Andrede (Autimira Meneses)
Foto: César de OLiveira