O assassinato do Capitão Manoel Oliveira, comandante da Ceopac, ocorrido na noite da última quarta-feira, 4, em uma emboscada na cidade de Porto da Folha, chocou o estado. O militar, considerado exemplo de participação e dedicação à profissão, foi executado com mais de 30 tiros à queima roupa. Como forma de apresentar o seu repúdio aos alarmantes índices de violência, o deputado estadual Gilmar Carvalho (PSC) se manifestou na tribuna da Assembleia Legislativa e questionou a punição dos bandidos e a atuação dos Direitos Humanos em casos envolvendo morte de policiais.
O parlamentar lembra que esteve com o capitão em diversos momentos e que a atuação do militar sempre foi de destaque dentro companhia. “Tive a felicidade de conhecer o capitão Oliveira quando estive na sede da Companhia da Caatinga, ano passado, para levar ao conhecimento dele e dos demais integrantes da Companhia, que tinha conseguido resolver um problema relacionado àqueles policiais na condição de militares. Há comandantes que comandam por hierarquia, são chefes. Há outros, dos mais preparados, que comandam pelo exemplo. Capitão Oliveira comandava pelo exemplo e pelo amor à Companhia, ao trabalho e ao seu sertão, ao nosso sertão. Um homem de Porto da Folha executado com mais de 30 tiros em razão do trabalho que realizava”, rememorou.
Gilmar registrou ainda que é necessário mostrar aos criminosos que em Sergipe existe punição para infratores e cobrou mudanças no perfil da segurança pública para que a violência diminua. “Sergipe precisa dar um corretivo nos bandidos. Vou repetir porque o que estou falando aqui não é simplesmente um desabafo, é coisa pensada, refletida de muito tempo, não só de agora. É preciso que tenhamos nesse estado, e aqui não vai nenhuma responsabilidade que eu esteja imputando ao atual governo, mas que tenhamos uma mudança no perfil da Segurança Pública que não é uma mudança de secretário, porque a SSP é muito bem comandada, mas uma mudança de perfil.”, avaliou o deputado.
Gilmar questionou ainda a atuação dos Direitos Humanos. “O que temos hoje são policiais com receio de ir ao trabalho e voltar no caixão. E se o bandido morrer durante ação, o policial ainda pode receber um presente de responder um inquérito policial militar e ter que enfrentar as tais Comissões de Direitos Humanos, que não merecem de mim o menor respeito, porque nunca vi Comissão de Direitos Humanos na casa de uma vítima, na casa de policial morto. É necessário que o Estado mude o perfil do confronto com bandidos para que marginal nesse estado comece a ter medo de estar aqui”, ponderou.

 

Por Ascom Parlamentar

Foto: César de Oliveira