Por Wênia Bandeira

O dia 14 de novembro é reconhecido como o Dia Mundial da Diabetes. A data é destinada à conscientização, prevenção e combate à doença que atinge cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes.

A diabetes ocorre quando o corpo não produz ou produz pouca quantidade da insulina, que é o hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. “Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto –  a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos”, informa a Sociedade Brasileira de Diabetes

São diversos os tipos de diabetes, os mais conhecidos são os tipos 1 e 2 e o gestacional. São várias as diferenças entre elas e causam reações diferentes no organismo, ocasionando formas diferentes de tratamento.

“Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Tipo 1 de diabetes, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença”, detalha.

O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

“O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz na quantidade suficiente para controlar a taxa de glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar”, fala a sociedade.

Dependendo da gravidade, o nível de glicose pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou medicamentos orais.

“Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro”, diz.

Em algumas mulheres, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo, o que causa partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

O diagnóstico é feito com auxílio médico e exame de sangue. Após ser diagnosticado, o paciente precisa de acompanhamento com endocrinologista e garantir alimentação saudável acompanhada de exercícios físicos, além da medicação.

Foto: Joel Luiz