Num cenário de crescente fascismo na sociedade brasileira, a deputada estadual Ana Lúcia ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para criticar o deputado federal Jair Bolsonaro. durante a votação do impeachment neste domingo, o parlamentar homenageou o coronel Ustra, considerado o maior torturador do período do regime miiltar no país.

Durante a ditadura, Ustra chefiou o Doi-Codi, órgão de repressão do 2º Exército, em São Paulo, e foi apontado por dezenas de perseguidos políticos e familiares de vítimas do regime militar como responsável por perseguições, tortura e morte de opositores do Golpe de 64. O Dossiê Ditadura, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, relaciona o coronel com 60 casos de mortes e desaparecimentos em São Paulo. A Arquidiocese de São Paulo, por meio do projeto Brasil Nunca Mais, denunciou mais de 500 casos de tortura cometidos dentro das dependências do Doi-Codi no período em que Ustra era o comandante, de 1970 a 1974.

Para contrapor a reverência ao torturador feita por Bolsonaro, Ana Lúcia homenageou a memória jovens mulheres que foram torturadas e assassinadas sob o comando do Coronel. Ela apresentou fotografias de algumas das tantas vítimas de Ustra, “Para que nós possamos ver o quanto essa juventude foi torturada barbaramente até a morte. Nossa presidente, Dilma Rousseff, não morreu apenas porque a encaminharam para um hospital à beira da morte, mas ela foi torturada durante 23 dias seguidos”, explicou a parlamentar.

A história é que tem que nos guiar, pois é a história que liberta um povo. Essas são as consequências de uma ditadura, de um regime totalitário. Por isso, nós não podemos deixar esse golpe passar, precisamos reverter este cenário no Senado Federal. Os senadores são eleitos pela sociedade e, portanto, têm de defender a democracia e o seu povo e não a ditadura, e não o retrocesso”, finalizou.

Ascom Parlamentar Dep. Ana Lúcia * Com informações do Jornal Extra