“A cultura não é mais entendida como um conjunto de comportamentos concretos mas sim como significados permanentemente atribuídos. Uma festa é mais do que a sua data, suas danças, seus trajes e suas comidas típicas. Elas são o veículo de uma visão de mundo, de um conjunto particular e dinâmico de relações humanas e sociais” (Uma viagem através do folclore brasileiro por Israel Foguel)

O termo folk + lore (folklore) quer dizer ”conhecimento popular”, foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que no ano 1846 publicou um artigo intitulado com essa nomenclatura. Assim, o folclore passa a ter significado literal ou seja, conhecimento do povo ou aquilo que o povo faz.

Mas foi no ano de 1965, que o Congresso Nacional Brasileiro por meio do Decreto nº 56.747, datado de 17 de agosto, oficializou o dia 22 de agosto como o Dia do Folclore Brasileiro, objetivando alertar e valorizar sobre a importância das histórias e personagens do folclore brasileiro.

Em Sergipe, a data é marcada por várias manifestações culturais em todo o estado, através dos Cacumbi; Cangaceiros; Chegança; Guerreiro; Lambe Sujo e Caboclinho; Maracatu; Parafusos; Reisado; São Gonçalo; Taieira e Zabumba. Bem como os grupos folclóricos do ciclo junino a exemplo dos Bacamarteiros; Batucada; Samba de Coco; Sarandaia e Pisa-Pólvora.

Nos anos de 2016 e 2017, a Assembleia Legislativa de Sergipe incluiu no calendário oficial cultural do Estado de Sergipe a Festa do Mastro de Capela, pela Lei Nº 8.098 (cerimônia em que um grupo de pessoas levantam um tronco de árvore. É uma tradição ancestral, de origem pagã, simboliza a força e fertilidade masculina) que acontece anualmente no período junino.  Bem como, o Dia do Capoeirista, celebrado no dia 26 de novembro, pela Lei Nº 8.299.

Curiosidade

No Brasil, os principais folcloristas e estudiosos sobre o tema são Renato Almeida (1895-1981), Mário de Andrade, (1893-1945) e Luís da Câmara Cascudo (1898-1986).

Foram esses folcloristas que no século XX ampliaram o conceito de folclore e de cultura popular no Brasil. Dando ênfase às áreas da etnografia, etnologia e antropologia cultural, em detrimento da visão europeia. Com destaque as cantigas de roda; samba de roda; maracatu; frevo; catira; afoxé; quadrilha; festas juninas; bumba meu boi; folia de reis e o carnaval através dos personagens Saci-pererê; Curupira; Caipora; Boitatá; Cuca; Iara; Boto cor de rosa; Bicho-Papão; Lobisomem; Mula sem cabeça e Negrinho do Pastoreio.

Conheça uma pouco mais sobre o folclore sergipano pelo olhar de Adailton Andrade. Licenciado em História, Pós-graduado em Ensino Superior em História, Pós-graduado em ‘Sergipe Sociedade e Cultura, Membro do IHGSE ( Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe) através do blog: https://fontesdahistoriadesergipe.blogspot.com/2012/03/o-folclore-sergipano.html

Por Luciana Botto – Rede Alese