Por Habacuque Villacorte

O líder do governo na Alese, deputado estadual Zezinho Sobral (PODE) participou da sessão remota da Assembleia Legislativa, na manhã dessa quinta-feira (4), para fazer alerta aos órgãos fiscalizadores para alguns gestores públicos, eleitos ou reeleitos em 2020, mas que já estão antecipando o processo eleitoral de 2022. Zezinho defende uma discussão mais ampla sobre o assunto com os colegas parlamentares até para preservar o processo democrático.

Nós defendemos a renovação na política, mas não na base do fisiologismo! Estamos vendo pessoas que foram eleitas ou reeleitas agora, para comandar o destino de um município, circulando pelo Estado, em cidades vizinhas ou até em regiões bem distantes, publicizando em suas redes sociais que estão formalizando alianças com lideranças políticas já na construção de um projeto para deputado estadual, deputado federal ou até outro cargo no próximo ano”, denuncia o deputado.

Zezinho Sobral alerta que esses gestores estão abandonando seus municípios, suas atribuições para saírem visitando outras cidades, supostamente com interesses políticos. “Estão abandonando suas bases, abandonando seus munícipes em plena pandemia. É um debate que eu quero avançar e já tenho ouvido reclamações de outros colegas deputados. É preciso que os órgãos de controle fiscalizem os portais da transparência”.

O líder do governo alertou ainda para um suposto “aparelhamento” da estrutura de alguns municípios sergipanos. “Se você verificar nos portais da transparência, com nomeações e contratações, logo se percebe um aparelhamento dos municípios. Eu estou atento, fui provocado por diversos colegas e iremos atuar nesse sentido porque isso fere o processo democrático e altera a Constituição”;

Nós somos vistos e controlados e esperamos que os órgãos de controle, como Tribunais de Contas e Ministério Público também monitorem isso, esses projetos políticos sem as convenções ou planejamento partidário, fazendo para o meu padrinho, a minha mulher, a minha filha e assim vai. Isso contamina o processo político e democrático, viciando esses gestores, angariando lideranças para fortalecer suas candidaturas. Isso é uma fraude ao processo”, completou Sobral.

Foto: Joel Luiz