Por Habacuque Villacorte – Rede Alese

Atendendo a um convite dos deputados estaduais, o secretário de Estado da Educação, Esporte e Cultura, Josué Modesto dos Passos Subrinho, ficou à disposição dos parlamentares, nessa quinta-feira (21), no formato de videoconferência, para responder a questionamentos e retirar dúvidas sobre os rumos da educação pública em Sergipe, sobretudo, após a pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

Dentre os vários assuntos abordados pelo secretário, ele reconheceu que a Pasta vai viver um “dilema” a partir do próximo dia 26: após antecipação do recesso de meio do ano e das férias dos professores, até a próxima terça-feira a Secretaria terá que decidir se aciona o ensino remoto e cada escola avaliaria se reúne condições de implementar as atividades educacionais.

Ele também chamou a atenção para quando do retorno das aulas presenciais. “Faremos uma discussão com todos os educadores em face da necessidade de uma avaliação de diagnóstico, ou seja, precisamos saber todos os alunos acessaram o material digital ou on line, se temos indicadores que eles fizeram os exercícios, se tiveram algum acompanhamento. Isso será feito com cada aluno”.

Em seguida, o secretário externou outra preocupação de sua gestão: o psicológico da comunidade escolar. “Também teremos que fazer um trabalho sobre o estado psicológico da nossa comunidade escolar. Estamos promovendo lives neste sentido, com os professores enviando mensagens para os alunos. A escola vai ter o seu momento de reflexão. Esperamos que nada aconteça, mas em tempos de pandemia é possível que ocorra a morte de algum parente, de algum membro da comunidade escolar e é mais do necessário que tenhamos esse tratamento psicológico no retorno”.

Recursos escassos

Outra preocupação externada pelo secretário para os deputados estaduais se deu com a possibilidade real da falta de recursos financeiros para a secretaria honrar com seus compromissos. Ele explicou que, em relação aos professores, o único benefício suspenso foi a gratificação de interiorização. “(O benefício) foi preliminarmente cortado porque estamos em pandemia e eles não estão tendo o deslocamento com as atividades canceladas. Esperamos que não tenhamos mais benefícios suspensos”.

Josué Modesto não escondeu que os recursos estão escassos. “É uma discussão que está em pauta e eu tenho conversado com os secretários municipais de Educação. Tenho notícias de escolhas terríveis que eles e alguns prefeitos estão tendo que assumir. Precisamos saber o volume de recursos que teremos. O que sei é que não vamos ter recursos para cumprir todas as obrigações contratuais! Os contratos temporários não forma suspensos, mas não estão sendo renovados. Vamos esperar o retorno das aulas, primeiro”.

Fotos: Júnior Matos