A deputada estadual Maria Mendonça (PP) solicitou ao governo do Estado a implementação de medidas que garantam o diagnóstico e o devido tratamento aos portadores de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), problema que, no Brasil, afeta cerca de 5% da população infantil e uma média de 4% da população adulta, conforme dados da Associação Brasileira do Déficit de Atenção.

“Pelo que temos lido, o TDAH é um transtorno neurológico, caracterizado pela combinação de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que se manifesta na infância e, na maioria das vezes, acompanha o indivíduo por toda a vida, gerando dificuldades de aprendizado e de relacionamento com os que o cercam”, argumentou a deputada, ao formular o pedido através de Indicação encaminhada à mesa diretora da Assembleia Legislativa.

De acordo com especialistas, o TDAH na infância, em geral, associa-se à dificuldades de aprendizagem e no relacionamento com outras pessoas. Crianças com esse transtorno são tidas como “estabanadas” e acusadas de viverem “no mundo da lua”. Perceptivelmente, são desatentas e têm resistência em obedecer regras e limites.

Pesquisas recentes revelaram que o diagnóstico tardio do TDAH afeta o aprendizado, bem com situações de desemprego, depressão, abuso de álcool e drogas entre os seus portadores. “O que nós percebemos é que esse é um problema que gera sérias consequências tanto na infância, quanto na fase adulta e que precisa ser diagnosticado e tratado com a maior brevidade possível”, justificou Maria Mendonça.

A deputada ressaltou que, em geral, além da dificuldade de identificar o problema, muitos pais não têm condição de oferecer o tratamento, pois além de necessitar de um profissional especializado para o devido acompanhamento (neste caso, um neurologista), o preço da medicação é relativamente alto.  “É notória a importância da criação de políticas públicas para os portadores de TDAH, pois o diagnóstico e o tratamento envolvem um ônus financeiro considerável”, afirmou Maria, ao destacar a importância do diagnóstico logo no início da infância para reduzir os prejuízos.

Por Ascom Parlamentar Dep. Maria Mendonça – Kátia Santana