A grave situação financeira do Hospital São José levou a deputada estadual Maria Mendonça a usar a tribuna da Assembleia Legislativa para pedir ao prefeito de Aracaju, João Alves Filho, e ao governador Jackson Barreto, empenho em ajudar a unidade a enfrentar os problemas. A deputada lembrou que o hospital não recebe repasses de alguns órgãos e possui gastos mensais estimados em R$ 800 mil. “Se não recebe de quem presta serviços, a situação se agrava”, afirma.

Maria Mendonça disse que um dos casos mais graves é o do Ipesaúde, que deve R$ 8 milhões ao Hospital São José e oferece o pagamento, de forma parcelada, em dois anos. “Quer que a unidade feche as portas. Foi preciso pegar um empréstimo de cinco milhões de reais, pagando cento e trinta e cinco mil reais de juros por mês. Não há como manter o padrão só com o sistema SUS. Não é possível”, observou.

A deputada esteve no hospital em companhia dos deputados Georgeo Passos e Gilson Andrade, e do senador Eduardo Amorim, acompanhando de perto os problemas causados pela grave situação financeira. “É uma casa de saúde que presta relevantes serviços com 107 leitos e quatro salas de cirurgia. Mas são apenas cinco leitos de UTI. Se houver uma demanda maior não terá como prestar serviço de qualidade, como vem prestando”. O Ministério Público Estadual (MPE), de acordo com a deputada, está tratando do caso.

Georgeo Passos lamentou a situação do São José e criticou a administração do Ipesaúde por gastar recursos com publicidade. O parlamentar criticou os R$ 4 milhões pagos a uma empresa de transporte de pacientes e o dinheiro investido na propaganda que buscou esclarecer o projeto aprovado na Assembleia. Segundo Georgeo, os quatro milhões equivalem à metade do que o instituto deve ao hospital. Gilson Andrade também lamentou a situação e disse que o governo asfixia um importante hospital de retaguarda.