Revelando-se cheia de “orgulho, emoção, e com o coração repleto de alegria”, a deputada estadual Maria Mendonça (PP) destacou hoje (25), na tribuna da Assembleia Legislativa, a passagem dos 128 anos de emancipação política da sua terra natal, Itabaiana. “128 anos de emancipação marcado, desde o final do século XVI, por uma história de trabalho e destemor que vem sendo construída ao longo do tempo, acentuando o traço da determinação, da crença, da solidariedade e da perseverança, como características de um povo que não quer crescer sozinho”, falou Maria.

“Sem pretender trazer a história do surgimento e crescimento do município, quero somente mostrar o quanto Itabaiana nos orgulha e enriquece Sergipe, pelo que o seu povo tem feito para torná-lo um município promissor, dando visibilidade ao Estado”, disse Maria.

A deputada lembrou da tradicional festa do caminhoneiro, considerada, através de Projeto de Lei de sua autoria, Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Sergipe e incluída, no calendário oficial de eventos, realizada no mês de junho, por ocasião dos festejos do Padroeiro, Santo Antônio, quando se comemora, no dia 12 daquele mês, o Dia do Caminhoneiro. Outra referência citada foi a bienal do livro de Itabaiana, que também, por iniciativa sua, tornou-se, igualmente, patrimônio cultural e imaterial de Sergipe.

Destacando o espírito empreendedor do Itabaianense, Maria ressaltou que o trabalho desempenhado pelo povo do município, torna-o cada vez mais próspero e com reconhecimento nacional. “Itabaiana esteve, e sempre estará, com corações, mentes e portas abertas para os que, como sua gente, acreditam e confiam no potencial humano de construir o desenvolvimento, com todos e para todos! É assim que a história do nosso povo se faz: a muitas mentes, muitos sonhos, muita coragem, muito respeito, muita responsabilidade e compromisso, com o crescimento e desenvolvimento que inclui e promove oportunidades, fazendo da nossa terra um lugar onde se queira viver”, falou Maria.

Em sua fala, na tribuna da Alese, a deputada revelou que se tivesse que elencar o potencial natural e intrínseco, “do meu mais querido pedaço de chão, ousaria buscar a visão de Pero Vaz de Caminha, quando fez a carta ao Rei de Portugal, por ocasião do descobrimento do Brasil afirmando: ‘terra onde em se plantando, tudo dá’”.

“Embora Pero Vaz  se referisse às terras brasileiras, quero pegar o meu quinhão territorial e dizer, sem saber da existência do nosso importante território, ele  profetizou sem conhecer”! De acordo com Maria, trabalhar para comprovar a visão profética, era a única condição e caminho, para tornar Itabaiana o que é. “Assim foi feito, assim se faz”, disse.

História

A história da construção de Itabaiana remonta o final do século XVI, quando foram distribuídas, a sesmeiros, uma grande quantidade de terras, notadamente as que ficavam situadas às margens do rio Jacarecica. Contemplados com as sesmarias, os colonos foram se espalhando pelas margens do rio e, desse aglomerado populacional, foi fundado o Arraial de Santo Antônio, primeira povoação de Itabaiana, na região conhecida atualmente por Igreja Velha.

O povoamento e colonização de Itabaiana nasceram com foco na agricultura e na religiosidade, onde foi erguida uma capela, e fundada a irmandade das Santas Almas. A colonização foi iniciada com o trabalho agrícola, e este dava evidência ao município. “É no trabalho de sua gente que Itabaiana vai se firmando a ponto de, no início do século XIX, aparecer como o terceiro município mais populoso do Estado”, ressaltou Maria.

Ela observou que, com a agricultura, Itabaiana inaugura um processo de escoamento da sua produção, o que levou a uma diversificação das suas atividades, criando uma rota comercial que a fez intermediária do fluxo dos seus produtos, entre Aracaju e o sertão, atraindo, também, migrantes da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas e de outros municípios sergipanos.

No seu entender Maria, é a história que se constrói com milhares de filhos, legítimos ou adotados e, igualmente amados. “Em Itabaiana, toda semeadura dá bons frutos, e cada um, a seu modo, com seus sonhos e projetos, tecem a mais perfeita, harmoniosa e sempre inacabada colcha de retalhos, capaz de aquecer a todos, e continuar motivando os que fazem daquela terra singular, o mais querido e valioso porto seguro”!

Para ela, agricultores, caminhoneiros, motoqueiros, marceneiros, pedreiros, pintores, carpinteiros, comerciantes, empresários, políticos, músicos castanheiros, estudantes, intelectuais, profissionais liberais, professores, poetas, construtores, feirantes, anônimos trabalhadores dos mais diversos segmentos econômicos, (primário, secundário e terciário) todos, igualmente necessários e importantes para o ascendente e contínuo desenvolvimento, são homenageados pela Emancipação Política do município. “O trabalho de cada um escreveu, e continua a escrever, páginas  de uma história que nos distingue e que muito nos orgulha”, afirmou.

Maria encerrou a sua fala dizendo “amamos o que fazemos e somos, amamos viver em um local que é porto seguro. Não abrimos mão de princípios e valores, razão pela qual o orgulho de pertencer nos faz entender que somos maiores do que os nossos sonhos”. Ao reverenciá-la pela emancipação, Maria afirmou que os itabaianenses assumem um compromisso de fazê-la cada vez maior e melhor.

Por Ascom Parlamentar Dep. Maria Mendonça