Em entrevista à rádio Xodó FM, em Estância, a deputada estadual Maria Mendonça (PP) fez um rápido balanço da sua atuação na Assembleia Legislativa e apontou as dificuldades enfrentadas pelos sergipanos em áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública por, no seu entender, pura falta de vontade política de quem está à frente da gestão.

“Vivemos num Estado falido, onde o governador (Jackson Barreto) está mais preocupado em fazer política do que governar, de fato. Há uma clara falta de compromisso para com a população e ausência de um planejamento, capaz de estabelecer prioridades que resultem em garantia de direitos assegurados pela nossa Constituição”, afirmou Maria, em entrevista ao radialista Adriano Alves.

Segundo Maria, o Governo tem recebido aval da Assembleia Legislativa para articular diversas ações em benefício dos sergipanos, contudo, a seu ver, “falta vontade política para executá-las. Falta compromisso e respeito ao cidadão”.

Ela citou como exemplo o “preocupante” quadro da saúde, onde pacientes que buscam as mais diferentes especialidades passam por verdadeira via-crúcis para conseguir um atendimento. Para ilustrar essa situação, Maria apontou as dificuldades enfrentadas pelos que dependem de tratamento oncológico, por exemplo. “Recentemente fui procurada por um senhor que há quase um ano aguarda por uma simples cirurgia ortopédica. Vemos o drama das mulheres de peito, a agonia dos renais crônicos.  Isso é de uma gravidade sem tamanho. As pessoas que dependem de hospitais públicos vivem uma situação muito difícil, tendo negado o direito a um acolhimento digno”, lastimou.

Maria chamou a atenção para a necessidade dos Governos adotarem políticas de forma preventiva. “Se não age na prevenção, fica muito mais difícil cuidar, pois é muito mais caro. É o que acontece na saúde, na segurança pública e em tantas outras áreas”, disse a parlamentar, ao lamentar a ineficiência da segurança pública, “apesar de toda a boa vontade e capacidade técnica dos seus agentes, que precisam de estrutura adequada para poder agir com eficiência e eficácia”.

No seu entender, é essa falta de planejamento do Governo que faz com que o Estado de Sergipe lidere o ranking da insegurança, conforme revelou estudo do Fórum Brasileiro da Segurança Pública. “Lamentavelmente, vivemos um quadro de insegurança insuportável, onde as pessoas estão ficando aprisionadas, com medo de sair de casa em virtude do alto índice de violência”, afirmou, ressaltando que “é preciso ter vontade e respeito para com os cidadãos  de bem que, decisivamente, contribuem para o desenvolvimento do Estado e, infelizmente,  não têm a contrapartida que lhe é garantida constitucionalmente”.

Por Assessoria Parlamentar