Foi realizada na manhã desta quinta-feira (30), mais uma edição do Projeto Quintas Negras, realizado pela Escola do Legislativo de Sergipe (Elese), com a participação do artista visual e escritor, Antônio da Cruz. O tema debatido foi: Valorização da Cultura Afro Brasileira no Ambiente Escolar.
De acordo com Antônio da Cruz, é um assunto cujo conteúdo interessa aos professores, mas também é interessante que seja abordado para os estudantes e o público em geral, pois alguns aspectos as pessoas não conhecem. Vamos abordar os tipos de racismo, aspectos da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que tratam da educação e um pouquinho de História da África. Essa é a minha contribuição como ativista para que a gente evolua para uma civilização para a equidade. Temos o racismo estrutural, que a gente sabe que está arraigado, o racismo institucional a exemplo de decisão judicial, seja na atiutude da polícia, pois grande parte dos jovens que morrem, mais de 70% são negros e temos o racismo recreativo, com piadas engraçadas que acabam em buylling. Também estaremos abordando a questão das leis, antes do período escravocrata e as leis que tratam da equidde racial”, observa.
A professora, escritora e jornalista Sandra Maria Natividade afirmou que sua participação no evento teve a finalidade de aprender um pouco mais. “Temos alguns mitos a respeito do assunto; a educação é envolvente, vivemos em um mundo competitivo e a educação precisa envolver todos os ramos de forma equitativa e de forma prática né para que pais, alunos e sociedade; todo mundo caminha harmonicamente”, ressalta acrescentando que o negro é uma parcela muito esquecida da sociedade, mas que ao longo do tempo, todos procuraram um lugar ao sol e se têm educação, vão relevando algumas atitudes.

Benetti Nascimento, coordenador de Assuntos Culturais da Elese
Segundo o coordenador de Assuntos Culturais da Elese, Benetti Nascimento, o convidao Antônio da Cruz é um artista multidimensional (arquiteto, faz escultura e escreve); tem um conhecimento amplo da cultura sergipana. Ele visita as escolas públicas, conversa com os alunos e implementa ações. Estamos trazendo um artista negro com a equipe do Centro de Excelência José Carlos Souza. São cerca de 70 alunos para participar dessa empreitada. Ele vai fazer um histórico e contar um pouco sobre a valorização da cultura negra; cultura brasileira, essa cultura que nós conhecemos através dos nossos antepassados. É mais um tempo que a gente marca trazendo escolas públicas alunos e escolas públicas para conhecer a arte que se produz em Sergipe através do artista sergipano”, afirma.
Cristiane Santos, professora do Centro de Excelência José Carlos Souza, disse que que o projeto desenvolvido pela Elese é muito importante. “É retomar a nossa identidada e siituações que aconteceram no passado e no entanto, vigoram dia após dia, com a questão até mesmo do racismo ambiental e quem sofre mais com alterações climáticas é quem está na periferia. Esse não deve ser um assunto transversal, mas precisa estar diariamente no nosso cotidiano pedagógico”, entende.
A estudante do 3º ano do Ensino Médio, Gabryelle Gomes ressaltou que concorda com esse tipo de debate. “Muitas pessoas já tem conhecimento em algum momento porque faz parte da nossa realidade, mas muitas pessoas naturalizaram isso ou simplesmente não dão a devida atenção que esse assunto merece então eu acho que por mais que seja um assunto muito conhecido ele necessita de reforço a gente precisa conversar sobre isso cada vez mais pra que de fato as pessoas compreendam sobre a seriedade que isso é e a valorização que a cultura afro-brasileira precisa. Isso faz parte da nossa cultura isso faz parte da nossa vida e eu acho que realmente que esse assunto merece atenção e que merece valorização”, destaca.
Fotos: Jadilson Simões/Agência de Notícias Alese





















