O deputado Luciano Pimentel (PSB) se reportou na sessão desta quinta-feira (09) na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), ao pronunciamento do deputado Zezinho Guimarães (PMDB) sobre a liberação de uma emenda impositiva no valor de 100 milhões de reais para a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que segundo Zezinho, deverá ser destinada ao Hospital do Câncer. Pimentel lembrou que existe uma emenda para esse fim, cujo contrato é com o Governo Federal , mas ainda não foi assinada.

“É inegável a importância do Hospital do Câncer para o Estado de Sergipe. Eu já tive a convivência com familiares que tiveram e morreram com câncer e eu sei como é doloroso o tratamento. Nenhum parlamentar federal ou estadual, ninguém da sociedade jamais se posicionará contrário a Hospital do Câncer; entretanto, emenda que já foi destinada para esse hospital, cujo contrato se deu em 28 de dezembro de 2011, foi assinado com o Governo Federal sem que tenha saído do papel. Trinta e dois milhões e 700 mil reais foram liberados e depositados em conta, sem obras realizadas”, lamenta Pimentel.

O deputado ressaltou que o Hospital do Câncer foi orçado em 72 milhões de reais e uma empresa ganhou a concorrência por 60 milhões. “Sendo que hoje se pede 150 milhões para o Hospital do Câncer. Ora, se tivemos uma licitação de 60 milhões, temos 32 milhões e 700 mil em conta para obras, não haveria a necessidade de 150 milhões, já que os equipamentos são com outros recursos”, enfatiza.

Luciano Pimentel explicou que a emenda destinada à Codevasf visa melhorar as condições de vida da população do Baixo São Francisco. “Os investimentos da Codevasf nos municípios que possuem o menor IDH do Brasil, a exemplo de Propriá, Telha, Cedro, Neópolis, Brejo Grande,Ilha das Flores, Pacatuba e Santana do São Francisco. Os investimentos da Codevasf nessa região haviam sido realizados há mais de 40 anos e aquele povo que vive da rizicultura e da pesca, estavam precisando ter a situação minorada”, esclarece.

“Nenhum parlamentar sergipano, nem os três senadores e nem os oito deputados federais se recusaram a assinar essa emenda que visa a melhoria da qualidade de vida daquele povo, visa minorar a situação daquele povo que vive da rizicultura e da pesca. Eu quero aqui ressaltar a importância que tem essa emenda, sem tirar de nenhuma forma a importância do Hospital do Câncer. É inegável, mas é um projeto que arrasta desde 2011 e só agora temos a licitação. Sabemos que uma obra desse porte não se realiza em um ano, mas com os 32 milhões e 700 em caixa, pode ser iniciada. Não precisamos deslocar uma emenda que beneficiará os carentes do Baixo São Francisco”, entende.

Por Agência de Notícias Alese

Foto: Jadilson Simões