Durante a Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), no último dia 14 de julho, a deputada Lidiane Lucena (União Brasil) utilizou a Tribuna para destacar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), celebrado em 13 de julho. Em pronunciamento, a parlamentar chamou a atenção para a importância da informação, do diagnóstico responsável e da ampliação de políticas públicas voltadas às pessoas neurodivergentes e suas famílias.
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento de origem genética, caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que geralmente surgem na infância e podem persistir na vida adulta. O transtorno pode se apresentar nas formas predominantemente desatenta, hiperativa/impulsiva ou combinada. Ao abordar o tema, Lidiane Lucena afirmou que a sociedade ainda convive com preconceitos e julgamentos relacionados ao transtorno, o que dificulta o acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequados. A deputada também compartilhou sua experiência como mãe atípica, destacando os desafios enfrentados pelas famílias.
Segundo a parlamentar, muitas crianças, adolescentes e adultos convivem durante anos com dificuldades de atenção, organização e aprendizagem sem compreender a origem dessas limitações. Lidiane Lucena também enfatizou a importância do apoio familiar, do acompanhamento especializado e da preparação das instituições de ensino para garantir inclusão e desenvolvimento às pessoas com TDAH. A deputada lembrou ainda que tem defendido iniciativas voltadas às pessoas neurodivergentes e reafirmou o compromisso de continuar dialogando com familiares, profissionais de saúde, educadores e entidades representativas para construir políticas públicas mais efetivas.
Ao encerrar o pronunciamento, Lidiane Lucena reforçou que nenhuma criança deve ser definida por um diagnóstico. “Cada criança possui capacidades, sonhos e uma forma própria de aprender e de se relacionar com o mundo. Conscientizar sobre o TDAH é falar de diagnóstico responsável, tratamento, inclusão e respeito. É substituir julgamentos por compreensão e garantir que nenhuma família enfrente esse caminho sozinha”, concluiu.
Observação: Esta matéria foi publicada em 8 de outubro, após o período de restrições previstas na legislação eleitoral, em conformidade com as orientações da Justiça Eleitoral.
Foto: Arthur D’Avila/Agência de Notícias Alese
