O ex-presidente do Banco Central, o economista Gustavo Loyola e o ex-senador da República e governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), foram os palestrantes da Mesa Redonda que debateu as ‘Perspectivas Políticas e Econômicas – Consequências e Oportunidades’ ocorrida na tarde dessa quinta-feira (02), no segundo dia da XX Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (CNLE), que este ano está sendo realizada em Aracaju/SE. O debate foi mediado pela jornalista, especialista em macroeconomia, finanças e teoria econômica Salete Lemos.

Foto: Jorge Henrique

Foto: Jorge Henrique

Gustavo Loyola se mostrou otimista quanto a atual crise financeira do Brasil, ao afirmar que há grandes oportunidades para o país, não apenas nas políticas públicas, mas também para as empresas e as famílias que estão sofrendo o arrocho salarial. “Vejo a oportunidade de sair da crise e a bola está com os políticos”.

Numa descrição, o economista enumerou duas diferenças que os analistas têm feito em relação aos governos Michel Temer (PMDB), e Dilma Roussef (PT). A primeira delas, diz respeito as questões ideológicas. Para ele, os governos petistas, em especial o do ex-presidente Lula, por ter sido razoavelmente pragmático, no ponto de vista econômico, é inegável o viés intervencionista e voluntarista em algumas decisões da área econômica. Já pela análise do Governo Temer, o viés ideológico deixa de prevalecer e há uma oportunidade do Brasil ter um governo mais sintonizado com as necessidades de uma economia focada na busca da competitividade e aumento de investimento. “Temer buscará transformar o cenário econômico mais favorável aos investimentos, tornando o ambiente econômico menos inóspito”, acrescentou.

Foto: Jorge Henrique

Foto: Jorge Henrique

A segunda diferença apontada por Loyola, entre os governos Temer e Dilma, diz respeito a questão da governabilidade. Segundo ele, sendo Michel Temer um político profissional, que respira a política há muito tempo, está mais ‘apetrechado’ para lidar com as questões políticas do que a presidente Dilma, que foi ‘ungida’ a candidatura de presidente da república e não tem um histórico político. “Há um otimismo, por parte dos analistas, que o Presidente Michel Temer será capaz de retomar as políticas públicas, extremamente necessárias na atual conjuntura econômica”, frisou.

Outra expectativa após uma revisão do cenário econômico feita por Loyola, aponta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), já para o próximo ano, em cerca 1,2%. Um outro aspecto revisado para melhoria, é o da inflação, que para 2017 se mostra mais favorável e deve ficar em 5,5%. “E Já a partir do segundo semestre desse ano, existe uma perspectiva da queda das taxas de juros”, concluiu afirmando, que é mais um fator positivo do cenário econômico do Brasil.

Por Glice Rosa – Agência Alese de Notícias