Por Habacuque Villacorte

Durante mais uma sessão em ambiente misto da Assembleia Legislativa, nessa terça-feira (24), o deputado estadual Francisco Gualberto (PT) externou sua preocupação com os crimes por racismo e com uma espécie de 2ª onda da pandemia do novo coronavírus (COVID-19) no Brasil. O parlamentar voltou a criticar o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o vice-presidente Hamilton Mourão e apoiadores do governo federal.

Gualberto registrou ainda suas congratulações para o novo procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual, Manoel Cabral Machado Neto e registrou o incidente que vitimou um homem negro em um supermercado no Rio Grande do Sul. “João Alberto foi assassinado por dois brutamontes, um que é vigilante do supermercado e outro que um policial temporário. Quero lembrar que aqui em Sergipe, não faz muito tempo, que ocorreu um crime igual em um shopping, também com um pobre e negro, vítima do famoso mata-leão”.

O deputado lamentou que a sociedade sergipana tenha esquecido muito rápido e chamou a atenção para os shoppings e supermercados. “De repente, o local onde deveríamos nos sentir seguros e protegidos, é lá onde ocorrem homicídios de pretos e pobres! Nunca vi um rico ou branco ser assassinado nesses ambientes! A exemplo do que acontece nas periferias onde são assinados por algum setor de segurança. Só consegue dizer que não existe racismo no Brasil o presidente Bolsonaro, o vice Mourão e seus seguidores que, inclusive, praticam o racismo”.

Gualberto cobrou a responsabilização não apenas dos autores do crime, mas também do gerente e do dono do supermercado que, segundo ele, “contratam pessoas que podem assassinar negros e pobres dentro do ambiente”. “Combatemos os apoiadores de Bolsonaro que fazem a negação da vida, que negam o racismo. Temos que combater esses apoiadores que comemoram a paralisação de uma pesquisa da vacina”.

Por fim, o deputado fez um alerta para uma segunda onda de contágio do novo coronavírus que já vem assolando várias cidades brasileiras. “Sergipe não registra aumento ainda, mas todos nós precisamos nos preparar se isso acontecer aqui. O MPE, o Judiciário, a Alese e todos os setores responsáveis que têm apreço pela vida devem se atentar! Independente das vontades de quem insiste em contar dinheiro e vendo famílias contando vidas perdidas”.

Foto: Jadílson Simões