Por Aldaci de Souza – Rede Alese

“Os profissionais da enfermagem querem reduzir a carga horária para ter saúde e qualidade de vida”. A afirmação foi feita na sessão desta segunda-feira, 13, pela deputada Goretti Reis (PSD) ao destacar o Dia Internacional do Enfermeiro, comemorado neste domingo, 12 de maio e a importância da aprovação de projeto de sua autoria que visa a redução de 48h (de trabalho) para 30h semanais.

Goretti Reis, que também é enfermeira, exibiu dados sobre a realidade dos profissionais da enfermagem no estado de Sergipe. Segundo ela, são 22 mil 278 trabalhadores. Desses, 10 mil 429 são técnicos em enfermagem, 6 mil 347 são auxiliares de enfermagem, 5 mil 502 são enfermeiros, sem contar com os obstetrizes, cujo quantitativo não entrou na atualização do Conselho Regional de Enfermagem do Estado de Sergipe.

“Esses dados foram atualizados no último dia 09 de maio de 2019.  São quase 23 mil profissionais da Enfermagem em Sergipe e essa  categoria tem um grande sonho e uma grande luta por meio do Movimento das 30 horas da Enfermagem. Desde o ano de 2009 que esse projeto tramita no Congresso, tendo sido aprovado por todas as comissões , mas até hoje não foi colocado na pauta de votação”, lamenta lembrando outros projetos voltados para a categoria a exemplo do projeto de lei 2.891 de 2015 que proíbe a formação de enfermeiro por curso à distância; o projeto de lei que trata do piso salarial da categoria e o que trata das 30 horas da enfermagem.

30 horas

Sobre o projeto de lei nº 2.295/2000, de sua autoria, que dispõe sobre a jornada de trabalho dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem,  reduzindo de 48h para 30h, a deputada lembrou que uma comissão de deputados já o apresentou ao secretário de estado da Saúde, Valberto de Oliveira.

“Nós já estivemos com o secretário da saúde falando da importância desse projeto e da credibilidade dele ser aprovado e a gente espera que venha acontecer por conta da necessidade desses trabalhadores em ter tenham mais dignidade e não adoecem também por conta da sobrecarga, pois a enfermagem é a quarta profissão mais estressante daí a necessidade da redução da carga horária”, enfatiza acrescentando que entre as principais causas de estresse, estão o excessivo número de pacientes para atender ao mesmo tempo e o clima de sofrimento e dor, o que causa doença no próprio enfermeiro, como sofrimento psíquico e Doença Ocupacional Relacionada ao Trabalho (DORT).

“É importante entender que a enfermagem não quer reduzir carga horária para não fazer nada, mas porque quer ter saúde para cuidar do outro; porque vive num ambiente muito estressado, o que reflete na saúde dos trabalhadores. Espero contar com o apoio dos deputados no sentido de aprovar esse projeto para que a gente possa dar saúde e qualidade de vida a esses trabalhadores”, esclarece.

Origem da data

Sobre a origem do Dia Internacional da Enfermagem, a deputada informou que a data é celebrada mundialmente desde 1965. “Porém, oficialmente esta data só foi estabelecida em 1974, a partir da decisão do Conselho Internacional de Enfermeiros”, ressalta.

E complementa que o dia 12 de maio foi escolhido como homenagem ao nascimento de Florence Nightingale, considerada a “mãe” da enfermagem moderna, mais conhecida como “Dama da Lâmpada”, instrumento que usava durante a noite para ajudar melhor os feridos na guerra da Crimeia, em que o Reino Unido participou entre 1853 e 1856.

“Ela fundou a primeira Escola de Enfermagem secular do mundo, na Inglaterra em 1860”, explica.

Foto: Divulgação Ascom