Por Assessoria Parlamentar

Ao avaliar os dados do estatístico de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, com dados para Sergipe, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a deputada estadual Maria Mendonça (PSDB) defendeu a adoção de políticas públicas que visem minimizar desigualdade de raça e gênero. “A pesquisa mostra, em suma, que as mulheres sergipanas estão muito longe de serem tratadas com a devida igualdade e respeito”, disse.

Mesmo estando preparadas para o mercado, salientou a deputada, elas são as mais afetadas pelo desemprego; ocupam mais que o dobro do tempo cuidando das pessoas e com afazeres em casa; são maioria entre as vítimas de violência doméstica e familiar, e têm mais direitos violados. “Quando nos referimos a ocupação de afazeres domésticos, as mulheres ocupam mais que o dobro do tempo dos homens dedicadas a isso. Sem esquecer que, em grande parte, elas conciliam essas atividades com o trabalho, seja fora de casa ou em home office”, afirmou, ressaltando que nessa diferença, Sergipe ocupa o segundo lugar no país.     

E quando o assunto é desemprego, ressaltou Maria Mendonça, as mulheres são as mais afetadas. Em Sergipe, de acordo com o estudo do IBGE, essa taxa de desocupação é a terceira do país e a segunda maior do Nordeste.  Em 2019, eram 12,3% de homens desempregados e 19,2% mulheres. “É uma disparidade que precisa ser reparada. É fato que já houve avanço, mas estamos muito aquém do aceitável”, disse a deputada, destacando a necessidade de unir forças para a implementação de políticas públicas capazes de mudar essa realidade.

Para ela é inconcebível em pleno século XXI ainda haver essa diferenciação no trato e na garantia de oportunidades entre gêneros e raças. “Não podemos esquecer que todas são pessoas e precisam ser respeitadas e terem garantia de oportunidades de forma igual”, disse. Maria acrescentou que “as mulheres estudam mais, têm capacidade técnica já comprovada em qualquer área que ocupe, são responsáveis, têm espírito de liderança, mas são tratadas com uma diferença estúpida, não só em relação a cargos, mas também em relação aos salários”.

Foto: Divulgação Ascom