Criada em outubro de 2015, a Frente Parlamentar surgiu com a necessidade da unificação de discussões em defesa dos direitos das mulheres, e na manhã dessa terça-feira (8), quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, a Assembleia Legislativa fez seu lançamento, em sessão extraordinária durante o grande expediente da plenária.

Bastante concorrida, a solenidade de lançamento da Frente foi liderada pelas mulheres na composição da mesa com as deputadas e demais representantes dos outros poderes e sociedade civil, como a Chefe do escritório de Sergipe em Brasília, a ex-deputada Conceição Vieira. A música do Corales, o coral da Alese e a declamação de poemas dos artistas da Companhia de Artes Alese, deixou o espaço em harmonia.

A Frente Parlamentar em Defesa das Mulheres é uma indicação da deputada Goretti Reis (DEM) e tem apoio de mais dez deputados entre eles Maria Mendonça (PP), Ana Lúcia (PT), Sílvia Fontes (PDT) e do presidente Luciano Bispo (PMDB).

Para a presidente da Frente, Goretti Reis, o lançamento de mais um instrumento de apoio que representa o resultado de uma luta que começou desde 1857, primeiro momento que as mulheres começaram a reivindicar o respeito à carga horária de trabalho; em 1932 a mulher passa a ter a possibilidade de votar. “Gradativamente, a mulher vem ocupando alguns espaços”, observou acrescentando que, a mulher mostra toda a sua força ao ocupar os espaços políticos na presidência, no senado, câmara, assembleias legislativas.

Segundo Goretti, com o apoio do presidente Luciano Bispo, a Casa Legislativa não vai medir esforços em colocar em prática a política governamental, os projetos e programas direcionados às ações desenvolvidas em defesa das mulheres, principalmente viabilizar a garantia da aplicabilidade e execução da legislação em vigor.

A deputada Ana Lúcia, destacou que a mulher tem um grande desafio nesse período de empoderamento, em relação a violência e aos espaços públicos, principalmente a representação política. “Continuamos perdendo espaço para os homens. Esperamos que a frente reduza a visão machista, que é cultural e está enraizada, reduza os hábitos e expressões”, disse.

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Em seu discurso, a vice-presidente da Frente, a deputada Maria Mendonça, ressaltou que a violência contra a mulher é uma ameaça que precisa ser banida da sociedade e o caráter machista, presente no histórico popular, desmistificado. “A conquista feminina ainda está muito distante da verdadeira necessidade que é respeito de direito iguais”, salientou.

A deputada Sílvia Fontes, lembrou que por muitos anos as mulheres foram tratadas como um ser inferior, ignorando a Constituição Federal que diz que todos, homens e mulheres têm deveres e obrigações iguais. Para ela, é preciso mais respeito, e em todo dia 8 de março reafirmar que a luta continua. “Meus parabéns não só hoje, mas todos os dias, para nós que vencemos batalhas em todos os setores”, ressaltou.

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Luciano Bispo, observou que é de fundamental importância que se discuta a luta histórica das mulheres e o espaço que ocupam na sociedade, principalmente no dia dedicado a elas. “Eu tenho três filhas que amo muito, sou filho de uma mulher muito guerreira e casado com outra mulher exemplar. Amo as mulheres”, concluiu.

Ato Unificado

Uma comissão de mulheres que representam os movimentos sociais como: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Coletivo das Mulheres, Movimento dos Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude, Marcha Mundial das Mulheres, entre outros, entregou um documento com reivindicações das mulheres, entre elas o pedido de agilidade na votação de dois projetos que estão na Alese e não estão tramitando, o da Semente Criolas e Uso do Nome Social das Mulheres Trans.

Por Glice Rosa – Agência Alese de Notícias