A Assembleia Legislativa homenageou, na tarde desta segunda-feira, 12, dois homens que dedicaram suas vidas à vocação religiosa e às causas sociais em Sergipe: Dom José Palmeira Lessa, Arcebispo da Arquidiocese de Aracaju, e Dom Mário Rino Sivieri, Bispo da Diocese de Propriá. Eles receberam a Medalha de Direitos Humanos “Dom José Vicente Távora”.

Diversas autoridades políticas, seminaristas, padres, leigos, lideranças religiosas, representantes da Cúria Metropolitana de Aracaju, quilombolas, representantes de movimentos sociais e sindicais, além de familiares e amigos dos homenageados participam da cerimônia. Entregue anualmente, a honraria tem o objetivo de reconhecer o trabalho e o esforço de militantes e personalidades na promoção e defesa dos direitos humanos em nosso Estado. Medalha Dom José Vicente Távora de Direitos Humanos foi instituída por meio do Projeto de Resolução 10/2010, de autoria da deputada Ana Lúcia.

Ana Lúcia explicou que a escolha da data da entrega da Medalha é uma forma de lembrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completou 68 anos de promulgação no último sábado, dia 10. “Este importante documento inspira e referencia, em todo o mundo, a luta contra a opressão e a discriminação, a defesa da igualdade e da dignidade das pessoas e o reconhecimento de que os direitos humanos e as liberdades fundamentais devem ser aplicados a cada cidadão”, destacou.

Em seu discurso, a autora da Resolução que criou a Medalha destacou que as trajetórias de Dom Lessa e Dom Mário em muito se assemelham à do patrono desta honraria, Dom José Vicente Távora. “Na condição de prelados católicos, todos eles doaram o melhor de suas vidas para se dedicar a transformar a realidade de homens, mulheres, crianças e idosos, sobretudo aqueles mais pobres e marginalizados. Como pastores, Dom Mário, Dom Lessa e Dom José Vicente Távora conseguiram viver verdadeiramente a opção preferencial pelos pobres, tendo como fundamentos o amor ao próximo e a solidariedade, pois dedicaram, durante décadas, esforços para lutar pela superação da pobreza, pela transformação social, pela democracia e pelo respeito aos direitos humanos em nosso Estado”, destacou.

O bispo da Diocese de Prorpiá, Dom Mário Rino, ressaltou que a homenagem é o reconhecimento não apenas do seu trabalho, mas de muitas pessoas que o auxiliaram. “Se alguma coisa consegui fazer é porque muita gente trabalhou. É mais um reconhecimento por trabalhos vários, sejam a favor dos estudantes mais pobres na Cenec e em escolas da comunidade; como também há mais de 26 anos a favor dos drogados. Então são muitas pessoas. Digamos que é uma homenagem coletiva. Eu transfiro essa homenagem aos chamados “Zé Ninguéns”, pessoas que estão recobrando sua dignidade. Eu agradeço à deputada Ana Lúcia, mas muitas pessoas estão nestas parábolas”, ressalta.

Ao agradecer a homenagem, o arcebispo de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa, ressaltou a alegria sentida pela outorga da honraria. “Esse é o momento de uma igreja, das pessoas de boa vontade que se unem em projeto para servir aqueles que vivem em situação de miséria. Falar em Direitos Humanos é falar na dignidade das pessoas, na esperança, na injustiça que está aos olhos de todos, na impunidade. Falara de Direitos Humanos é falar na exploração do homem contra o homem; é estar conectado com a doutrina social da igreja e a par com os princípios maiores da Constituição Federal e em sintonia com Jesus, o rei dos Direitos Humanos. A luta em defesa dos Direitos Humanos deve ser incessante”, afirma.

Para Dom Lessa, relembrar Dom José Vicente Távora é trazer à tona a figura vulnerável de um cristão, de um bispo comprometido com os mais carentes. “É prestar um preito de justiça ao pastor que dedicou sua vida à igreja de Jesus Cristo, mas ainda aos pobres”, enfatiza agradecendo a homenagem recebida pela Assembleia Legislativa de Sergipe.

 

Por Assessoria Parlamentar