Dia Estadual da Menina conscientiza sobre empoderamento feminino

Publicada: 06/10/2022 às 12:19

Por Wênia Bandeira/Agência de Notícias Alese

Esta terça-feira, 11, é o Dia Estadual da Menina. A data foi instituída pela Lei Nº. 8.792, de 15 de dezembro de 2020, e visa conscientizar a população sergipana sobre o empoderamento feminino.

Esta é também a Semana Estadual das Meninas. Neste período, a Lei Nº. 8.814, de 11 de janeiro de 2021, busca estimular a realização de eventos que busquem fomentar ações socioeducativas e preventivas na promoção dos direitos das meninas e mulheres adolescentes, e do mesmo modo, reconhecer a necessidade de se ampliar as estratégias para eliminar as desigualdades sociais em nosso Estado.

Estas ações podem ser realizadas mediante campanhas informativas, seminários, palestras, workshops, mobilizações e exposições, no âmbito dos diversos órgãos e unidades da estrutura do Estado, principalmente no âmbito escolar.

De acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), dez milhões de casamentos infantis a mais podem ocorrer antes do final da década. Os números contam do estudo “Covid-19: A threat to progress against child marriage (Covid-19: Uma ameaça ao progresso contra o casamento infantil, disponível em inglês)”, e adverte que o fechamento de escolas, o estresse econômico, as interrupções em serviços, gravidez e morte dos pais devido à pandemia estão colocando as meninas mais vulneráveis em maior risco de casamento infantil.

Mesmo antes da pandemia, 100 milhões de meninas corriam o risco de casamento infantil na próxima década, apesar das reduções significativas em vários países nos últimos anos, segundo a pesquisa. Nos últimos dez anos, a proporção de mulheres jovens em todo o mundo que se casaram antes de completar 18 anos diminuiu 15%, o equivalente a cerca de 25 milhões de casamentos evitados.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021, crianças de até 13 anos representam, em média, 60% das vítimas de estupros registrados. Além disso, apenas entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de até 19 anos foram mortos de forma violenta no país.

A inclusão no mercado de trabalho é mais um ponto importante a ser incluído no debate entre as meninas. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-IBRE) apontou que, desde 2012, a taxa de desemprego das mulheres é superior à dos homens. O índice de desempregadas era de 16,45% em 2021, o equivalente a mais de 7,5 milhões de mulheres e, no total, o índice médio anual de desemprego na economia foi de 13,20% em 2021.

Foto: Laboratório da Cidade

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