Por Aldaci de Souza

O sistema do transporte coletivo na capital sergipana vem sendo debatido pelo deputado Dr. Samuel Carvalho (CIDADANIA), quanto ao reajuste de tarifas e acúmulo de funções entre os trabalhadores do setor. Ele alerta para os constantes perigos denunciados por motoristas, cobradores e usuários das diversas linhas de ônibus.

“Não é possível dirigir os ônibus e cobrar as passagens ao mesmo tempo. O perigo é constante e os motoristas não sabem se prestam atenção ao trânsito ou se cobram. Não dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo e vários acidentes são registrados. As empresas precisam entender que as funções de motoristas e cobradores são absolutamente distintas”, observa.

Sobre o valor de R$ 4 cobrado na tarifa do transporte público em Aracaju, o parlamentar afirmou ser a mais cara do país. “Apesar do momento difícil que a população vem enfrentando em virtude do avanço da Covid-19, os empresários estão pensando em aumentar a tarifa do transporte público, mesmo sendo a mais cara”, lamenta lembrando ter protocolado na Alese um projeto de lei visando impedir o reajuste da tarifa durante o período da pandemia.

Legislação

 A Lei nº 1.765, de 1º de dezembro de 1991, que dispõe sobre a planilha de custo para cálculo da tarifa do sistema de Transporte Coletivo Urbano do Município de Aracaju, determina que o valor da tarifa esteja associado à presença de motoristas e cobradores. Especialistas entendem que, com o descumprimento da lei aprovada pelos vereadores e sancionada pelo então prefeito de Aracaju, Wellington Paixão, os usuários do transporte coletivo irão pagar mais caro pela tarifa.

Foto: Jadilson Simões