A noite da última sexta-feira, 04, foi muito especial para a cultura sergipana. Os amantes do forró e da música popular nordestina como um todo tiveram a oportunidade de assistir a uma linda homenagem feita a uma das maiores cantoras de forró que já surgiram no Brasil: A alagoana de nascimento, mas sergipana de coração Clemilda.

Em uma iniciativa da deputada estadual Ana Lúcia (PT), em parceria com a Fundação Aperipê, foi realizado o Seminário e Exposição Vida e Obra de Clemilda. O evento aconteceu nas instalações da TV Aperipê e contou com a participação da presidenta da Funcaju, Aglaé Fontes, do pesquisador especializado em música popular nordestina, Paulo Corrêa, do diretor artístico do grupo de teatro Mamulengo Cheiroso e de vários músicos convidados, fãs, amigos e familiares da cantora.

Segundo a idealizadora do seminário, Ana Lúcia, a objetivo do evento era iniciar as comemorações do Ano Cultural Clemilda Ferreira da Silva, que é uma lei de sua autoria, que visa homenagear e divulgar a obra da artista que completaria 80 anos se estivesse viva em 2016. “Esperamos com esse seminário e com essa exposição que seja iniciada uma série de homenagens a essa mulher guerreira que foi Clemilda. Além de divulgar a sua obra, queremos criar espaços de debates sobre a importância da valorização da cultura popular em todo o nosso estado, prática que Clemilda sempre adotou”, esclareceu Ana Lúcia.

A professora, historiadora, folclorista e presidenta da Funcaju, Aglaé Fontes considera a carreira de Clemilda um marco na identidade da música nordestina. “Clemilda é um marco, pelo fato de sempre estar quebrando barreiras sociais, por estar sempre trazendo algo de novo na sua obra e tudo isso demonstrando muita alegria e espontaneidade naquilo que estava produzindo”, definiu.

Em sua palestra, Paulo Corrêa se debruçou na discografia de Clemilda. Segundo ele, um acervo imenso e uma obra riquíssima composta por mais de 40 discos que a coloca entre as mais importantes cantoras de forró de todos os tempos. “Clemilda está ao lado de Marinês e Anastácia como a mais importante cantora de forró que já existiu. Porém, sua obra se diferencia pelo fato dela ter sido a cantora que mais cantou músicas do nosso folclore. Ela cantou reisado, samba de coco, vaquejada, guerreiro e até dança indígena”, explicou.

O público presente no seminário, que foi transmitido ao vivo pela TV Aperipê, além de ter dançado bastante forró ao som de Robertinho dos 8 Baixos e seu trio pé-de-serra, também participou com intervenções expondo as suas impressões sobre Clemilda, mostrando o seu carinho pela cantora e elogiando tanto o seminário como a exposição. A deputada Ana Lúcia mostrou sua satisfação ao falar da busca das pessoas pela exposição Vida e Obra de Clemilda. “Pessoas de vários municípios já solicitaram que nós levássemos a nossa exposição para o interior do Estado. Moradores de Propriá, Japaratuba, Estância, entre outras cidades já fizeram o pedido, e nós vamos atender. Essa será uma exposição itinerante e vamos levá-la para o máximo de lugares possível”, afirmou a deputada.

Por Ascom da deputada estadual Ana Lúcia –  Débora Melo