No Dia Internacional de Combate à Homofobia, a deputada estadual Ana Lúcia registrou a passagem da data na tribuna da Assembleia Legislativa e destacou a importância de avançar na educação da sociedade para desconstruir o preconceito contra a população LGBT. “Hoje é um dia em que a sociedade deve refletir sobre seus preconceitos e sua intolerância”, destacou a parlamentar.

A data foi instituída para lembrar a exclusão da expressão “Homossexualidade” da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 17 de maio de 1990, oficialmente declarada em 1992.

“A homossexualidade não é doença nem transtorno. O homossexual precisa ser respeitado enquanto tal, assegurado todos os seus direitos enquanto sujeito de direitos proclamado pela Constituição Federal”, reforçou Ana Lúcia.

No ano de 2015, o Disque 100 recebeu um total de 131.201 denúncias de violações de direitos humanos, sendo 2.964 direcionadas à população LGBT. Entre 2014 e 2015 o número de denúncias quase dobrou, aumentando 94%. O relatório do Disque 100 aponta ainda que 47% das denúncias contra a população LGBT ocorreram na internet, em grande maioria nas redes sociais, contra 53% na vida offline.

Do total de denúncias, 53,85% são de atos de discriminação, 26,42% por violência psicológica, 11,54% motivadas por violência física. 2% dos casos foram motivados por negligência e 5,43% somam outras violações de direitos. Vale lembrar que o total de casos reflete apenas o número de notificações “O número de casos é muito superior”, destacou Ana Lúcia.

Como principal arma no combate à homofobia, Ana Lúcia apontou a educação. “O mais importante no dia de hoje é o processo de reeducação da sociedade brasileira para que possamos ter tolerância, comportamento fraterno e solidário com todos, independente da orientação sexual. Esse é o grande desafio, principalmente neste momento histórico que estamos vivendo”, finalizou.

Por Ascom Parlamentar Dep. Ana Lúcia – Débora Melo