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Georgeo Passos volta a falar sobre falta de transporte para alunos na rede estadual

O deputado Georgeo Passos (Republicanos) lamentou  na Sessão Plenária desta quinta-feira (28) na Asssembleia Legislativa de Sergipe (Alese),  a falta de transportes para estudantes da rede estadual de ensino e se solidarizou com mães que estavam nas galerias.

Deputado Georgeo Passos

“Estamos vendo mães de alunos e de alunas da rede estadual que vieram buscar apoio desta Casa e mais uma vez faço apelo ao Governo do Estado em nome da Secretaria de Estado da Educação, pois já falamos dessa temática de falta de transporte para a rede estadual. Em um caso específico foi resolvido, mas deixarm os demais sem solução. Aqui está a mãe da aluna Emanuele Vitória, que é cadeirante e está matriculada na Escola Senador Leite Neto, mas não tem o transporte para levá-la de casa para a escola e da escola para a casa. Também temos aqui a mãe de Caio Gomes Conceição, autista nível II e também aluno da escola estadual Leite Neto, que continua sem transporte, assim como os alunos Centro de Excelência José Carlos de Souza”, lamenta.

Georgeo Passos lembrou que os alunos já estão praticamente no mês de junho, acabando o primeiro semestre. “E essas crianças não puderam ter acesso à educação por falta de um transporte adaptado para pegá-las, bem como pela falta de apoio. No Centro de Excelência José Carlos de Souza não está funcionando a Sala de Recursos. Pedimos o apoio porque o governo faz a propaganda de entrega de escolas reformadas; é importante, mas se não tiver esseacolhimento e cuidado com esses alunos, não adianta muita coisa, pois ter alunos fora da sala de aula por falta de transporte escolar e por falta de apoio, é algo que realmente nos chama muita atenção. Peço à deputada Maisa Mitidieri, como presidente da Comissão de Educação, que se puder intervir para que essas crianças possam ir e vir à escola”, enfatiza exibindo um vídeo do Centro de Referência Professor Severino Uchôa, com a estudante Maira, que é deficiente auditiva, está indo todos os dias à escola, mas não tem intérprete de Libras.

Aparte

Deputada Linda Brasil também se solidarizou com as mães nas galerias

Em aparte, a deputada Linda Brasil (Psol) falou sobre a importância do debate em torno dos direitos básicos das pessoas com necessidades específicas. “Desde 2023 a gente vem denunciando essa negligência do estado de Sergipe; o transporte é um direito que as crianças e adolescentes têm para exercer a cidadania. Parabenizo as mães que estão presentes aqui e demonstro a minha solidariedade; quando a gente faz essa crítica é para que o governo se alerte; nós estamos aqui representando o povo, as demandas e solicitações. Quando eu fui vereadora, tive uma lei de minha autoria garantindo intérpretes de Libra e espero que seja efetivada para que não prejudique as pessoas surdas”, relembra.

Portaria

Georgeo Passos falou ainda sobre a Portaria nº 236/2026 da Secretaria de Estadual da Saúde, que dispõe sobre normas de acesso, permanência e circulação de terceiros nas unidades de saúde da rede pública estadual.

“Essa portaria foi publicada hoje no Diário Oficial, regulamentando a captação de imagens e o exercício da liberdade de imprensa, estabelecendo medidas para a proteção da intimidade, privacidade e dignidade dos pacientes em conformidade dom o estatuto. No artigo 9º algo me chamou a atenção: ‘é expressamente vedada a capatação de imagem ou som, por qualquer meio ou dispositivo no interior das áreas assistenciais e de acesso restrito das unidades de saúde, bem como a sua divulgação em qualquer meio de comunicação, jornal, tv, redes sociais’. Nós sabemos que por exemplo, no Hospital João Alves Filho, as pessoas que estão acompanhando os pacientes, naqueles momentos de desespero e superlotação, quando não conseguem atendimento, fazem gravações e divulgam nas redes sociais. A partr de agora está proibida a captação de imagens de qualquer pessoa sem autorização. Preserva a intimidade, mas tolhe o direito das pessoas querendo esconder o que acontece no Huse, para não afetar o governo. Isso é no mínimo uma intimidação por parte do governo, pois quando os vídeos circulam nas redes sociais, os problemas são resolvidos de forma mais rápida”, afirma.

Foto: Arthur D’Avila/Agência de Notícias Alese

 

 

 

 

 

 

 

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