O deputado estadual Georgeo Passos (Republicanos) utilizou a Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), nesta quarta-feira (27), para tratar sobre o pagamento de horas extras e licenças especiais destinadas a policiais militares do estado. No momento, o parlamentar apresentou informações relacionadas ao pagamento de serviços extraordinários realizados por policiais militares em eventos promovidos no estado.
Segundo o deputado, profissionais escalados durante períodos de folga aguardam o recebimento das horas extras referentes a eventos realizados em novembro e dezembro de 2025. “Esses policiais poderiam estar com suas famílias ou descansando, mas foram trabalhar para garantir a segurança da população e estão recebendo praticamente cinco ou seis meses depois”, declarou.
Georgeo Passos informou ter recebido documentos encaminhados ao comando da corporação com relação de portarias autorizando pagamentos na folha de maio deste ano. “O comando informou que não havia atraso, mas agora aparecem documentos comprovando pagamentos referentes ao ano passado. Existem mais de mil militares aguardando esse pagamento. Enquanto isso, novos eventos serão realizados e os policiais continuarão sendo escalados”, afirmou.
Ainda sobre o tema, o deputado defendeu mudanças na legislação relacionada ao serviço extraordinário da corporação. “O valor está defasado e o pagamento acaba sendo feito meses depois do trabalho realizado. Precisamos discutir melhorias nessa legislação. A atual regra limita o pagamento mensal dos serviços extraordinários, mesmo quando há acúmulo causado por atrasos administrativos. Os policiais já trabalharam e garantiram a segurança da população. O pagamento precisa ocorrer de forma adequada”, ressaltou.
Abastecimento de água
O deputado Georgeo Passos também abordou cobranças relacionadas ao abastecimento de água e à tarifa de esgoto em Sergipe. O parlamentar comentou sobre a Portaria nº 23, relacionada à cobrança proporcional durante períodos de desabastecimento.
“As pessoas acreditaram que pagariam apenas pelo consumo registrado no período em que houve falta de água. Há pessoas que consumiram menos água, mas continuaram recebendo cobranças vinculadas à tarifa mínima”, destacou.
O deputado também questionou a cobrança da taxa de esgoto calculada sobre a tarifa mínima de consumo. “A pessoa consome menos água, mas o cálculo do esgoto continua sendo feito sobre a tarifa mínima. A Alese pode contribuir buscando soluções para garantir mais transparência nas cobranças feitas à população”, concluiu.
Foto: Jadilson Simões/Agência de Notícias Alese
