A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Sergipe (PromuAlese) participou, nesta sexta-feira (22), do lançamento da Campanha Junina 2026 do Ministério Público de Sergipe (MPSE), realizado no edifício-sede da instituição, em Aracaju. Com o tema “Respeito é um direito e todo mundo quer!”, a iniciativa reforça a importância da prevenção à violência, da proteção de crianças e adolescentes e da promoção do respeito à diversidade durante os festejos juninos em todo o estado.
Promovida pelo MPSE, a campanha chega à quinta edição consolidando-se como uma importante ação de conscientização social no período junino. Criada em 2022 com foco no combate à importunação sexual contra a mulher, por meio do mote “Respeita as Minina”, a iniciativa ampliou sua atuação ao longo dos anos, incorporando pautas ligadas aos direitos humanos, ao enfrentamento da exploração infantil, ao combate à discriminação e à valorização da inclusão e da diversidade.
Representando a PromuAlese, a coordenadora Luana Duarte destacou a importância da união entre as instituições na promoção de campanhas educativas voltadas à proteção da população.
“Recebemos com muita satisfação o convite do Ministério Público de Sergipe para somarmos forças na divulgação da Campanha Junina 2026. Essa união entre instituições é fundamental para ampliar o alcance da mensagem e fortalecer a conscientização da população durante um período tão importante para a cultura sergipana. A Procuradoria da Mulher reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas como essa, utilizando seus canais e sua voz para ajudar a construir uma sociedade mais segura e respeitosa”, afirmou.
A campanha deste ano utiliza a estética das casas de taipa e os tradicionais contos e causos nordestinos para transmitir mensagens educativas de forma acessível e culturalmente conectada com o público. O principal material audiovisual foi produzido em formato de cordel e repente, reforçando temas como o combate à importunação sexual, o respeito às diferenças e a proteção integral da infância e da adolescência.
A promotora de Justiça e diretora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher (CAOp Mulher), Verônica Lazar, ressaltou o caráter amplo e preventivo da ação.
“Essa é a quinta edição da campanha lançada pelo Ministério Público, envolvendo várias parcerias. Ela visa não só a questão da mulher, mas também o enfrentamento da exploração infantil e das discriminações em razão do sexo, da crença religiosa ou da raça. O que buscamos é exatamente prevenir qualquer tipo de violência ou discriminação durante os festejos juninos”, pontuou.
De acordo com ela, a sociedade também precisa estar atenta aos sinais de violência e utilizar os canais de denúncia disponíveis.
“É importante que o respeito realmente seja estabelecido. Cada vez mais vemos a ampliação de preconceitos e discriminações, e a campanha traz justamente essa mensagem: respeito é um direito e todo mundo quer”, completou.
Proteção da infância
Durante o lançamento, a promotora de Justiça do CAOp da Infância e Adolescência, Thalita Conegundes, destacou a responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e Estado na garantia dos direitos das crianças e adolescentes durante os festejos.
“Crianças e adolescentes têm direito à convivência comunitária e a participar de espaços de alegria, mas sempre com proteção. Os pais, responsáveis, organizadores de eventos e toda a sociedade precisam estar atentos para garantir ambientes seguros e adequados”, alertou.
Ela também reforçou que o fornecimento de bebida alcoólica para menores de 18 anos é crime, sujeito a responsabilização criminal e administrativa, além de destacar a importância da observância das normas estabelecidas pela Vara da Infância e Juventude para eventos com participação do público infantojuvenil.
Direitos humanos e combate à discriminação
O promotor de Justiça Luiz Cláudio, do CAOp Direitos Humanos, enfatizou que a campanha tem caráter preventivo e educativo, buscando combater preconceitos e promover o respeito à dignidade humana em todos os espaços de convivência social, especialmente durante os festejos juninos, que reúnem milhares de pessoas em Sergipe.
“A ideia do Ministério Público é ser proativo no enfrentamento ao preconceito e à discriminação contra determinados grupos. No caso do CAOp Direitos Humanos, esse trabalho também dialoga diretamente com a proteção da população LGBT+, porque entendemos que o preconceito é a raiz de muitas formas de violência. Quando promovemos campanhas educativas como essa, estamos trabalhando para fortalecer o respeito à dignidade das pessoas e garantir que seus direitos e sua integridade física sejam preservados. O respeito às diferenças é essencial para a construção de uma sociedade mais segura, pacífica e acolhedora para todos”, afirmou.
Já a coordenadora de Comunicação do MPSE, jornalista Géssica Souza, destacou a trajetória de crescimento da campanha desde sua criação, em 2022, e ressaltou a escolha de elementos da cultura popular nordestina como ferramenta de conscientização e aproximação com o público.
“Quando começamos, em 2022, o foco era explicar o que era importunação sexual e diferenciar esse crime de uma paquera, porque era uma legislação ainda muito recente e existia uma grande necessidade de informar a população de maneira clara e acessível. A partir daí pensamos em utilizar o cordel, que é uma linguagem tipicamente nordestina e muito próxima da nossa cultura popular, para traduzir os termos jurídicos de forma simples, leve e educativa. A campanha ganhou uma dimensão muito grande ao longo dos anos e passou a alcançar praticamente todos os festejos do estado. Com isso, o Ministério Público percebeu a necessidade de ampliar o debate para outros temas fundamentais, como a proteção da infância e adolescência, o combate à LGBTfobia, ao racismo e às demais formas de discriminação. Todos os anos produzimos conteúdos inéditos e, em 2026, inovamos ao trazer um repente, mantendo a identidade cultural nordestina como principal instrumento para levar a mensagem de respeito, proteção e cidadania ao público”, explicou.
A campanha foi idealizada pela Coordenadoria de Comunicação Social do MPSE em parceria com os Centros de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher, da Infância e Adolescência, dos Direitos Humanos, além das coordenadorias de Apoio às Vítimas (Coavit) e de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Copier).
Denúncias
O Ministério Público reforça que denúncias de violência, assédio, exploração infantil ou discriminação durante os festejos juninos podem ser realizadas pelos canais oficiais:
• Polícia Militar – 190
• Polícia Civil / DAGV – 181
• Central de Atendimento à Mulher – 180
• Direitos Humanos – 100
• Ouvidoria do MPSE – 127
As denúncias também podem ser feitas diretamente às patrulhas policiais nos locais das festas.
*Com informações do Portal do MPSE.
Fotos: Arthur D´Avila – Agência de Notícias Alese




















