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Com foco no enfrentamento ao racismo, Elese realiza mais uma edição do “Quintas Negras”

A Assembleia Legislativa de Sergipe, por meio da Escola do Legislativo (Elese), realizou nesta quinta-feira (26), mais uma edição do projeto “Quintas Negras – Xirê dos Saberes”, iniciativa voltada ao debate, formação cidadã e promoção da igualdade racial. O encontro abriu oficialmente a programação de 2026, que contará com nove edições ao longo do ano.

O procurador do Estado de Sergipe, Kleidson Nascimento, ministrou a palestra “Caminhos para Combater o Racismo no Brasil” e explicou que o enfrentamento passa por um “tripé que envolve legislação, políticas afirmativas e o olhar para o futuro”. “Destacamos a importância do Poder Público e da sociedade atuarem juntos. Falamos sobre a legislação de combate à discriminação racial, sobre políticas afirmativas e sobre o empoderamento das crianças e dos jovens”, afirmou,

O procurador ressaltou que a construção da autoestima no ambiente escolar e digital é essencial. “A injúria racial, hoje equiparada ao crime de racismo, é uma lei viva, que precisa ser conhecida e denunciada”, complementou.

Na oportunidade, o palestrante também exaltou a educação como ferramenta de transformação. “A escola é um dos principais ambientes para enfrentar estereótipos e práticas discriminatórias que surgem desde a infância, como apelidos e situações de bullying. A igualdade que buscamos é a igualdade material, aquela que se reflete nas oportunidades, nas lideranças e nos espaços de decisão”, reforçou.

O coordenador de Assuntos Culturais da Elese, Benetti Nascimento, ressaltou que o evento reforça o compromisso da instituição com ações educativas e de conscientização. “O professor Kleidson trouxe reflexões importantes sobre avanços legais e a necessidade de fortalecermos espaços de igualdade. O ‘Quintas Negras’ é um projeto dedicado justamente a isso: educação, inclusão e combate ao racismo”, afirmou.

Participação

Professores da rede estadual acompanharam o evento, entre eles a historiadora Roberta Trindade, que avaliou o encontro como uma extensão pedagógica das discussões realizadas em sala de aula. “É uma temática diária. Cada sementinha plantada é importante para formar cidadãos conscientes”, afirmou.

Também participaram alunos do Colégio Purificação, dos ensinos Fundamental e Médio, que valorizaram a oportunidade de dialogar sobre racismo e cidadania. O estudante José Adryan Barboza, 14 anos, considerou a iniciativa essencial para a juventude. “O racismo estrutural ainda acontece nas escolas. Isso não é brincadeira. Momentos como esse conscientizam jovens e adultos”, disse.

A aluna Laura Braga, também de 14 anos, destacou que o projeto ajuda a ampliar a compreensão sobre a importância da cultura negra. “Quanto mais conhecimento, menos espaço para bullying e práticas racistas. A conscientização muda comportamentos”, avaliou.

 

Fotos: Agência de Notícias Alese

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