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Lidiane Lucena alerta para aumento de feminicídios e cobra ações preventivas em Sergipe

Na manhã desta quarta-feira (25), a deputada estadual Lidiane Lucena (Republicanos) ocupou a Tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) para chamar a atenção para um cenário alarmante: Sergipe registrou, em menos de uma semana, quatro casos de feminicídio. Durante o pronunciamento, a parlamentar destacou que essas mortes não podem ser tratadas como números.

“São quatro vidas interrompidas de forma brutal. Quatro histórias que não podem ser reduzidas a estatísticas”, afirmou. Para ela, os casos refletem um problema estrutural. “A violência contra a mulher não é acaso, nem exceção. É consequência de uma sociedade que ainda naturaliza o controle, o desrespeito e a desigualdade”.

A deputada apresentou dados nacionais e estaduais que reforçam a gravidade da situação. Em 2025, o Brasil registrou 1.518 feminicídios, cerca de quatro mulheres assassinadas por dia. Desde 2015, quando o crime passou a ser tipificado, os números quase triplicaram. Em Sergipe, o cenário também preocupa. Após registrar dez casos em 2024, o estado contabilizou 15 feminicídios em 2025, interrompendo uma trajetória de queda. Um dado que chamou atenção foi o registro de sete mortes apenas no mês de dezembro.

Outro ponto destacado pela parlamentar foi o acesso limitado das vítimas aos mecanismos de proteção. Das 15 mulheres assassinadas no estado no ano passado, apenas duas haviam solicitado medida protetiva. “Isso significa que a maioria morreu sem sequer conseguir acessar o sistema de proteção”, ressaltou.

A deputada enfatizou que o feminicídio é o estágio final de um ciclo de violência que começa de forma silenciosa. Ela citou diferentes formas de agressão que antecedem o crime, como a violência psicológica, física, patrimonial e o cárcere privado. “Essas violências vão se instalando no cotidiano até culminarem, muitas vezes, no desfecho mais cruel. O silêncio ainda é um dos maiores obstáculos no enfrentamento à violência contra a mulher. O medo, o julgamento social e o descrédito afastam vítimas dos canais de denúncia. O mais doloroso é saber que, em muitos casos, o silêncio antecede a morte”, afirmou.

A parlamentar também reforçou que a violência contra a mulher não é uma questão privada, mas um problema social que impacta famílias e comunidades inteiras, deixando marcas profundas. Para enfrentar essa realidade, Lidiane Lucena defendeu a ampliação de políticas públicas eficazes, aliadas ao engajamento da sociedade, além disso, a importância da educação como ferramenta fundamental de prevenção. “A violência não nasce pronta. Ela é aprendida. E, por isso, pode ser interrompida. Educar nossas crianças e jovens para o respeito e a igualdade é um dos caminhos mais eficazes para salvar vidas”, pontuou.

Foto: Jadilson Simões/Agência de Notícias Alese

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