Nesta terça-feira, 10, a deputada estadual Linda Brasil (Psol) voltou a denunciar, na Assembleia Legislativa de Sergipe, a mortandade de peixes e a degradação do Rio Japaratuba e seus afluentes. A parlamentar apresentou vídeos que mostram a gravidade da situação e reforçam as denúncias feitas por pescadores e marisqueiras da região sobre agentes poluidores e omissão do Estado.
A deputada cobra atendimento ao apelo da população ribeirinha, marisqueiras e pescadores. “Que providências sejam adotadas para punir os poluidores e acabar com a destruição do rio que vem sendo impactado pelas usinas de cana-de-açúcar e pela exploração de petróleo no campo localizado no município de Carmópolis”, destacou.
Linda Brasil lembrou que acompanha o problema desde o início de seu mandato. Em março de 2023, durante visita ao povoado Marimbondo, no município de Pirambu, ela presenciou uma situação semelhante. “Em uma das visitas ao povoado, presenciei a mortandade de peixes em um porto da comunidade que dá acesso ao rio. O que vemos agora é uma situação ainda pior do que a observada em 2023”, relatou.
Na época, a parlamentar questionou a Administração Estadual do Meio Ambiente de Sergipe (Adema) sobre o caso. Segundo ela, o órgão informou que havia identificado uma usina responsável pelo crime ambiental e que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estava sendo negociado com a empresa. “Se o TAC foi assinado, de nada serviu, porque a situação voltou a se repetir”, considerou Linda Brasil.
Diante da reincidência dos fatos, a parlamentar volta a questionar o que tem sido feito para evitar esse crime ambiental, punir os responsáveis e indenizar as comunidades de pesca artesanal prejudicadas. “Essa situação é o resultado de um órgão público sucateado, muitas vezes usado para satisfazer os interesses dos grandes empresários em detrimento da defesa do meio ambiente e dos direitos das comunidades tradicionais. As comunidades precisam de respostas. A Adema não pode continuar omissa nessa situação”, criticou.
Linda reforça que vai continuar acompanhando e cobrando as providências necessárias à preservação do rio e à defesa da população ribeirinha que depende dos recursos naturais para a sua sobrevivência.
Foto: Divulgação Ascom
