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Quintas Negras debate cotas raciais, justiça social e mercado com estudantes da rede pública e privada

A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), por meio da Escola do Legislativo Deputado João de Seixas Dória (Elese), realizou, no último dia 20 de agosto, mais uma edição do Projeto Quintas Negras. A programação contou com a participação do juiz de direito e escritor, José Anselmo de Oliveira, que ministrou a palestra “Cotas Raciais, Justiça Social e o Mercado: O que ainda precisa ser feito?”. O encontro reuniu alunos do 3º ano do ensino médio do Centro de Excelência de Educação em Tempo Integral Dom Luciano José Cabral Duarte e estudantes do 8º ano do ensino fundamental do Colégio Purificação.

De acordo com o coordenador de Assuntos Culturais da Elese, Beneti Nascimento, o Projeto Quintas Negras tem como proposta promover debates sobre temas relevantes e atuais para a sociedade. Para ele, a discussão sobre cotas raciais e justiça social ainda precisa ser aprofundada, especialmente entre os estudantes. “O Quintas Negras traz temas atualizadíssimos. E essa questão de cotas raciais, justiça social, ainda é um tema a ser discutido profundamente. É por isso que o doutor Anselmo vem aqui para nos informar e dizer aos nossos estudantes e visitantes o que ainda precisa ser feito pelo Judiciário e pela sociedade brasileira para contemplar aqueles que são menos favorecidos”, destacou.

O juiz de Direito e escritor José Anselmo de Oliveira destacou a importância do Projeto Quintas Negras e defendeu a necessidade de ampliar o chamado letramento racial nas instituições de ensino, desde a educação básica até a universidade. “Esse projeto é importantíssimo. É preciso fazer um letramento sobre a questão racial. O Brasil, apesar de ter quase 90% da sua população miscigenada, é uma sociedade racista. Esse letramento é importante porque tem muita gente que tem o sangue negro e não percebe isso, e não conhece a história do povo, principalmente do povo africano escravizado, nem a sua própria história”, afirmou.

Para o palestrante, o conhecimento sobre a formação histórica e social do país é fundamental para promover uma sociedade mais justa e democrática. “É preciso esse letramento para que a gente tenha uma sociedade, inclusive, mais justa, mais cordial e voltada para o bem comum. Quando temos a ideia de que todos somos pessoas humanas, independentemente da cor, raça, religião, construímos uma sociedade democrática muito melhor”, concluiu.

Observação: Esta matéria foi publicada em 8 de outubro, após o período de restrições previstas na legislação eleitoral, em conformidade com as orientações da Justiça Eleitoral.

Foto: Jadilson Simões/Agência de Notícias Alese

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