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Projeto institui a Semana de Prevenção à Endometriose e Infertilidade

De autoria do deputado Georgeo Passos (Cidadania), foi aprovado na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), o Projeto de Lei nº 8438/2018, com a finalidade de instituir no Calendário Oficial do Estado, a Semana de Prevenção à Endometriose e Infertilidade, registrada anualmente na primeira semana de março. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o problema afeta 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva em todo o mundo. 

Entre os objetivos da propositura estão: estimular atividades de divulgação, proteção e apoio às pessoas com endometriose e sua família; divulgar, prestar informações e apoiar mulheres que buscam alternativas para a infertilidade; conscientizar as mulheres para que busquem o melhor tratamento oferecido logo no início dos sintomas; sensibilizar todos os setores da sociedade para que compreendam e apoiem as mulheres com endometriose.

Segundo o texto do Projeto de Lei, o Poder Executivo fica autorizado a divulgar nos meios de comunicação social, através da Secretaria de Estado da Saúde, esclarecimentos à população sobre o atendimento à endometriose e à infertilidade; atualmente realizado pelos hospitais estaduais, bem como sobre a Semana de Prevenção.

Endometriose

Trata-se de uma modificação no funcionamento normal do organismo em que as células do endométrio (tecido que reveste o útero), ao invés de serem expulsas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

O tecido que normalmente reveste o endométrio, cresce fora do útero, principalmente na região pélvica (entre o umbigo e a virilha).

Entre os sintomas, cólicas menstruais, dor durante relações sexuais, distensão abdominal, sangramento nas fezes, constipação e dor anal durante o período menstrual, além de dificuldade para engravidar após um ano de tentativa

O tratamento da endometriose visa controlar a dor, reduzir focos da doença e melhorar a fertilidade, não havendo cura definitiva, mas controle eficaz. 

Envolve o uso de medicamentos hormonais (pílulas, DIU) para suspender a menstruação, analgésicos, mudanças no estilo de vida (dieta anti-inflamatória, exercícios) e, em casos graves, cirurgia laparoscópica.

Foto: Divulgação Governo de Sergipe

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