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Linda Brasil pede assistência para pessoas com autismo 

Durante a sessão desta quarta-feira (1º), na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a deputada Linda Brasil (Psol) usou a Tribuna para marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo e alertar para a falta de políticas públicas adequadas no estado. A parlamentar falou que famílias enfrentam longas esperas por diagnóstico e tratamento.

Segundo dados apresentados pela deputada, cerca de 50 mil pessoas vivem com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Sergipe. Linda abordou a demora na rede pública. A espera por diagnóstico ultrapassa 300 dias. Isso não é falta de capacidade; é falta de prioridade. O Estado está roubando o tempo de desenvolvimento dessas crianças”, disse.

A parlamentar destacou ainda a insuficiência de terapeutas, fonoaudiólogos, profissionais da educação e mediadores nas escolas estaduais. Para ela, a Lei n 8.522/2019, que garante prioridade a pessoas com autismo, ainda não é executada. “Precisamos de orçamento real, contratação imediata de profissionais e interiorização dos serviços. As famílias do interior viajam horas para conseguir uma única sessão em Aracaju”, afirmou.

Linda Brasil também solicitou a criação do Censo Estadual do Autismo, ferramenta que, segundo ela, “é fundamental para dimensionar a demanda real e planejar políticas públicas”, destacou.

Falta de água na comunidade Fonte Nova

Ainda na Tribuna, Linda Brasil relatou problemas enfrentados pela comunidade do povoado Fonte Nova, em Estância, onde visitou uma cozinha solidária mantida por moradores.  A parlamentar disse que o espaço funciona em um prédio escolar abandonado há mais de 15 anos e sofre com falta total de abastecimento de água. É inadmissível que mais de 50 famílias não tenham acesso à água potável. Água é um direito básico e o município precisa garantir essa estrutura mínima”, pediu.

Ela solicitou que a Prefeitura regularize a cessão do prédio para a associação local, permitindo que o grupo participe de editais e capte recursos para melhorias. “Sem a cessão formal, a comunidade não pode reformar, não pode receber emendas, não pode ampliar as ações. É uma barreira que precisa ser resolvida imediatamente”, afirmou.

Linda Brasil reforçou que continuará acompanhando o caso e acionará os órgãos responsáveis para garantir o abastecimento. “Não existe dignidade sem acesso à água. Essa é uma urgência que não pode ser ignorada”, concluiu.

Foto: Arthur D’Avila/Agência de Notícias Alese

 

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