Por Assessoria Parlamentar

O anúncio do governador Belivaldo Chagas de que agirá de forma truculenta para retirar passageiros dos ônibus do transporte público, com o apoio da Polícia Militar, em casos de aglomeração é duramente criticado pela líder da oposição na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a deputada estadual Kitty Lima (Cidadania), que vê no posicionamento do chefe do Executivo Estadual a total falta de empatia e respeito com os sergipanos usuários do serviço.

Após Belivaldo anunciar a medida como tentativa de frear o crescente número de casos de contágio pela Covid-19 em Sergipe, neste caso em virtude das aglomerações formadas nos ônibus do transporte público devido a redução da frota, a deputada Kitty Lima – que preside a Comissão de Direitos Humanos da Alese – se diz estarrecida com a postura do governador que culpa o próprio usuário pelo problema de superlotação dos ônibus.
“Belivaldo coloca a culpa das aglomerações na população, quando na verdade a culpa disso é dos gestores públicos e dos empresários que reduziram a frota de ônibus que circulam pelas ruas. Essa diminuição é o que provoca as aglomerações, afinal de contas, muitos sergipanos e sergipanas utilizam o transporte público para ir e voltar de seus trabalhos, buscar do sustento de suas famílias”, pontua Kitty, que engrossa o tom sobre a postura de Belivaldo.

“Colocar a culpa dessa aglomeração em cima da população é uma covardia, uma perversidade promovida por quem na verdade deveria ser um líder e buscar o melhor para o seu povo, e não se posicionar contrário a ele”, afirma.

Para a deputada, a postura vergonhosa do governador compartilhada também pelo prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, de permitirem a redução da frota cirulando pela capital, mostra que a dupla está mais interessada em ajudar a elevar o lucro dos empresários donos das empresas de transporte.

“Belivaldo e Edvaldo castigam a população que depende e paga caro pelo serviço. Agora o governador quer que o trabalhador não use o ônibus para evitar aglomeração, mas é incapaz de exigir que as empresas aumentem o número de veículos a fim de evitar as superlotações. O que será que Belivaldo e Edvaldo querem, que os trabalhadores percam seus empregos e os empresários continuem enchendo os bolsos? Para quem eles governam, para o povo ou para os donos das empresas? Será que eles estão interessados em resolver o problema do povo que está exposto diariamente a essa dura realidade do nosso transporte público em meio a uma pandemia?”, questiona Kitty.