Iran Barbosa denuncia atraso no pagamento de bolsistas universitários

Por Assessoria Parlamentar

Na sessão desta quinta-feira, 10, da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), o deputado e professor Iran Barbosa, do PT, chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas por estudantes universitários bolsistas de licenciaturas que atuam no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e de Residência Pedagógica (RP) que estão desde setembro sem receber os recursos a que têm direito, no valor de R$ 400,00 mensais.

O parlamentar destacou que recebeu, na manhã de ontem (09), em seu gabinete na Alese, os representantes do Diretório Acadêmico Livre de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Alice Batista Guimarães e Diogo Barros dos Santos; da Comissão Estadual de Residência Pedagógica, Jayne dos Santos Oliveira; e o estudante de Economia da UFS, Jhonatan Lima, que relataram o problema quanto ao atraso no pagamento das bolsas do Pibid e do RP; a defasagem no valor pago, que está congelado há bastante tempo; a incerteza quanto ao futuro dos dois programas para novos bolsistas; além da falta de garantia quanto aos pagamentos previstos durante o período restante dos que já são bolsistas.

“Esta é uma situação gravíssima que vem sendo enfrentada por cerca de 60 mil estudantes de universidades do Brasil inteiro, resultado dos sucessivos cortes nos recursos da Educação pelo governo federal, afetando o Pibid e a Residência Pedagógica, que são essenciais para a formação de novos professores. E estão sem receber os 400 reais porque a política do governo atual não é nem nunca foi a de priorizar a Educação, como não é a de priorização da Ciência”, lamentou o petista.

Iran enfatizou ainda que, como o problema afeta jovens que, em sua maioria, encontram-se em situação de vulnerabilidade socioeconômica, o recurso obtido com as bolsas do PIBID ou da Residência Pedagógica – cujo valor encontra-se congelado há quase 10 anos – é a única fonte de renda ou o complemento financeiro essencial para a permanência de muitos estudantes nas universidades públicas. Além disso, a situação de bolsistas, não permite que eles acessem qualquer outro financiamento ou o auxílio emergencial.

“Sem esse recurso, muitos não conseguem se locomover, se alimentar, complementar o pagamento de um aluguel, a conta de água, de luz ou de internet, que é essencial neste momento. Fui informado que a UFS abriu edital para garantir o pagamento de uma cota de 400 reais aos bolsistas, numa tentativa de minimizar o corte do governo federal, mas isso é apenas um paliativo”, afirmou Iran.

 

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