Por Assessoria Parlamentar

Preocupação. Foi o sentimento da vice-presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Sergipe, deputada estadual Goretti Reis (PSD), que é enfermeira, na manhã dessa quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Sergipe, durante a prestação de contas referente aos dados do 1º quadrimestre de 2020, apresentada pela secretária de Estado da Saúde, Mércia Simone de Souza.   

A parlamentar se assustou com o número de exames de mamografia ofertado, que deixa muito a desejar. Fez questão de lembrar que a lei, de sua autoria, que institui a Campanha Outubro Rosa em Sergipe existe desde 2012, e que objetiva a existência de políticas de incentivo para o tratamento do câncer de mama. “Faço aqui um apelo ao Governo do Estado e a Secretaria de Saúde para que criem projetos e alternativas para a redução de mortes por câncer de mama em Sergipe e pela valorização da Campanha. É preciso facilitar o acesso ao exame e ofertar o maior número possível. Entendo que estamos vivendo um ano atípico, mas é preciso estratégias, não só no mês de outubro, mas durante o ano. Outra alternativa seria facilitar as parcerias com as prefeituras, através das Secretarias de Saúde para campanhas e atendimento. Usar a carreta da mamografia para beneficiar as comunidades”, pontuou a parlamentar. 

Goretti explicou que de acordo com dados do Instituto do Câncer, o câncer de mama ainda é a principal causa de morte, e que só esse ano, no Brasil, mais de 17 mil mulheres perderam suas vidas para a doença porque a detectaram tardiamente, e que com acesso aos serviços, a cura pode chegar a 95%.   

A preocupação da parlamentar não parou por aí. “A taxa de mortalidade infantil mostrada também é alarmante. É preciso avaliar o que está acontecendo com o pré-natal e com a assistência materno infantil em nosso estado. Quais são os pontos de fragilidades para evitar que nossas crianças continuem morrendo?   

Sobre a realidade da Covid em Sergipe, Goretti alertou que de acordo com o gráfico, ainda existe motivos para preocupação, principalmente com a desativação das unidades para tratamento da doença, os leitos de UTI e de enfermaria. “Já solicitei nessa Casa que o Governo repense a permanência da estrutura construída para a realização de mutirões para suprir a demanda reprimida de cirurgias eletivas de pediatria, clínica e ortopédica.  Em Lagarto, ontem, me deparei com um caso onde o paciente precisava de hemodiálise e estava com dificuldade para transferência por falta de vaga. Já fui gestora e sei das dificuldades e dos custos para se manter um leito de UTI aberto. Temos histórico de dificuldade de acesso a leitos de UTI, o que justifica a permanência das estruturas que aí estão”, explicou Goretti que também falou sobre a retirada, de forma injusta, das gratificações dos profissionais da saúde e pediu providências para a reposição.