Por Assessoria Parlamentar

Na tarde desta sexta-feira, 9, a deputada estadual Goretti Reis (PSD), membro da Comissão Nacional de Acompanhamento da Vacinação (Conav/Unale), juntamente com parlamentares de outros estados e a presidente da Unale, deputada Ivana Bastos (PSD-BA), participaram de reunião com a embaixada da China, representada pelo ministro conselheiro Qu Yuhui.  

Goretti Reis parabenizou as colocações do ministro e disse saber da pressão enfrentada pela China para a elaboração de imunizantes e insumos para a população mundial. “Reconheço a importância da China dentro do processo econômico do Brasil e a dependência de diversas matérias primas vindas de seu País que é tão importante no fortalecimento de nossa economia, em especial agora com esse suporte na cobertura vacinal contra a Covid. No Brasil qual foi o contrato firmado para o quantitativo de doses e qual a previsão de entrega?    

Qu Yuhui falou sobre o desnível na distribuição mundial, em que muitos produtores como a Índia e os EUA estão restringindo a exportação dos imunizantes e pontuou que o mesmo não está sendo feito pelo governo chinês. Visto que o país imunizou cerca de 150 milhões de pessoas (10% da população) e ainda exporta mais de 50% dos imunizantes que produz. 

Quanto aos prazos e quantitativos, informou que houve um primeiro contrato entre a Sinovac e o Butantan, que envolve 46 milhões de doses, já entregues e a serem distribuídas até o final de abril. “O atraso de insumos que fez com que o laboratório brasileiro suspendesse a produção da Coronavac se deve a questões técnicas mundiais e não políticas, mas deve ser sanado em breve. Além disso, este segundo contrato, deve ter um quantitativo ainda maior de imunizantes, a ser divulgado pelo Instituto nos próximos dias”, explicou o minstro. 

No encontro também se questionou sobre a possibilidade de a China vender os imunizantes diretamente para os estados, sem intermediários. Qu Yuhui informou que os três laboratórios chineses com vacinas já aprovadas e em uso contra a Covid-19 − Sinopharm, Sinovac em parceria com o Instituto Butantan e CanSino, aplicada em militares – possuem interesse em estabelecer contrato com os governos estaduais, mas há implicações técnicas de capacidade produtiva que os impedem no momento. Disse que estão enfrentando um problema mundial para o fornecimento de imunizantes e insumos, motivo do atraso com o Butantan, e que recebem diversos pedidos. Afirmou existir a vontade de fornecer, mas primeiro precisam cumprir com os contratos já firmados.   

O diplomata informou também que, mesmo com essa escassez e certas burocracias para aprovação, é possível já estabelecer conexões para que no segundo semestre, esses contratos possam ser efetivados. Além disso, os outros dois laboratórios chineses já estão em negociação com o Ministério da Saúde, para que no futuro próximo, entrem no Programa Nacional de Imunizações, como já acontece com a Coronavac, produzida por Sinovac/Butantan e aplicada no Brasil e na China.