O acolhimento das mulheres vítimas da violência é a preocupação da presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Mulheres, a deputada Goretti Reis (DEM). Em encontro realizado  na manhã dessa segunda-feira (14), no Departamento de Apoio aos Grupos Vulneráveis (DAGV), a diretora geral delegada Mariana Diniz,  acompanhada das delegadas  Renata Aboim, Thais Lemos e Lara Schuster recebeu os deputados que compõem a Frente, Goretti Reis, Maria Mendonça (PP), e Gilson Andrade (PTC).
No relato das delegadas, Renata Aboim e Thais Lemos,  responsáveis pela delegacia da mulher no departamento, foi descrito como é o atendimento das mulheres vítimas da violência doméstica e quais os trâmites que são adotados quando elas chegam para denunciar os agressores. “Elas não esconderam as dificuldades e as limitações que têm, mas demonstraram total dedicação no trabalho que desenvolvem há 10 anos, um diferencial diante dos problemas”, enfatizou Goretti.
Para Renata Aboim, a iniciativa da deputada Goretti Reis, que recebeu o apoio de outros deputados, merece destaque porque a luta no combate à violência doméstica necessita de várias frentes, e o trabalho da polícia não será perfeito se não tiver a ajuda de todo o poder público. “A vinda do parlamento ao DAGV nos dá um folego a mais para continuar. Sentimos falta dessas iniciativas. Ficamos bastante entusiasmadas ao perceber que os deputados estão imbuídos dessa vontade de ajudar no combate a violência domestica”, observou.
A diretora geral do DAGV Mariana Diniz, também elogiou a criação da Frente Parlamentar e disse que o apoio do Poder Legislativo engrandece todos os atos em defesa das mulheres . “Vemos na iniciativa mais uma parceria, o que é muito importante pra nós”, observou.
De acordo com Goretti Reis, a Frente Parlamentar chega como reforço fundamental, terá mais credibilidade e dará sustentação ao trabalho que está sendo  proposto em relação as parcerias com as instituições que trabalham e militam em defesa da mulher, como: Ministério Público, Secretaria de Segurança Pública e Tribunal de Justiça. “A união dessas instituições vai tornar o atendimento a mulher mais digno, com um número maior no efetivo de delegados e uma melhor estrutura na capital e interior do Estado, fazendo valer a constituição”, concluiu.
Dados
Segundo informações das Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres (DEAMs), seriam necessários 63 agentes policiais para atender uma população de até 500 mil habitantes. Em Aracaju que hoje, pelos dados do IBGE, tem pouco mais de 600 mil habitantes só dois agentes desempenham a função.
Por Ascom Parlamentar Dep. Goretti Reis