Por Aldaci de Souza

O deputado Georgeo Passos (Cidadania),  lamentou na sessão desta quarta-feira, 15, o crescimento das filas para a realização de procedimentos cirúrgicos, agravada com a pandemia da Covid-19, quando várias cirurgias eletivas foram suspensas com o prioridade de salvar vidas.

Goretti Reis se somou à luta do colega para atender à demanda reprimida

“Estamos recebendo apelos de pessoas solicitando ajuda para realizar cirurgias. Fiz um encaminhamento no dia 17 de outubro à Secretária de Estado da saúde, Mércia Feitosa, solicitando a relação dos pacientes que estão aguardando liberação da SES para cirurgias oncológicas, neurológicas, cardiológicas e ortopédicas. Recebi da secretária a relação dos pacientes que estão no sistema aguardando. Temos pacientes de 2018 até 2021. São 489 pacientes aguardando cirurgias oncológicas, 242 para cirurgias neurológicas, 393 para cirurgias cardiológicas e 624 para cirurgias ortopédicas. São mais de 1.700 pessoas aguardando desde 2018 a 2021 para serem submetidas às cirurgias. Sempre tivemos filas, e em virtude da pandemia, a situação piorou”, lamenta.

O parlamentar acrescentou que existem ainda outras pessoas aguardando para fazer outros tipos de procedimentos cirúrgicos, nos olhos, ginecológicos, entre outros. “Esse número com certeza é muito maior do que a realidade que as pessoas vivem e muitos não conseguem sequer entrar na fila para que a regulação autorize. A Assembleia não pode ficar omissa quando temos tantas vidas em jogo. Não sei se a solução seria um mutirão ou convênios com hospitais de grande porte a exemplo do Hospital de Cirurgia. A impressão pelas propagandas do governo é de que está tudo às mil maravilhas”, alfineta.

Em aparte, a deputada Goretti Reis (PSD) lembrou já ter sugerido que os hospitais de campanha permanecessem abertos para agilizar a fila das cirurgias eletivas. “Já estive com a secretária da saúde para saber como estão se preparando para atender essa demanda reprimida, o próprio governador está empenhado e já foi feito contrato com o Hospital de Cirurgia. A secretaria está tentando convênio com outros hospitais regionais pois entende ser preciso agilizar essa situação. Fiquei muito feliz quando estive em Campo Grande no congresso da Unale e vi que o estado está realizando mutirões para atender a demanda reprimida tanto de exames como de cirurgias. Não dá para esperar anos para resolver um procedimento cirúrgico (principalmente de  pacientes com câncer) e estamos nos somando nessa luta”, afirma.

Fotos: Jadilson Simões