Com o objetivo de discutir a graduação de enfermeiros e técnicos de enfermagem na modalidade de Ensino a Distância (EAD) e a formação que pode adquirir um profissional de saúde, foi realizada na manhã desta sexta-feira (19), audiência pública proposta pela deputada estadual e 2ª secretária da Alese, Goretti Reis (DEM), que é enfermeira de formação e especialista na área de saúde. O evento aconteceu no plenário da casa legislativa, Deputado Pedro Barreto de Andrade.

A audiência pública contou com a presença do deputado estadual Georgeo Passos (PTC), a vice presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Irene do Carmo Alves Ferreira, o diretor do Centro de Apoio Operacional dos Direitos à Saúde do Ministério Público de Sergipe,  o promotor  Nilzir Soares  Vieira Junior, da conselheira do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen)  e palestrante do evento,  Dorisdaia  Carvalho Humerez, a presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren), Maria Claudia Tavares de Mattos, a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem,  secção Sergipe (Aben), o vice presidente da Ordem dos Advogados  do Brasil/SE Inácio Kraus, representando o Magnífico Reitor da Universidade Federal de Sergipe,  Antônio Ponciano Bezerra  e representando os acadêmicos de enfermagem da UFS, Jonas Santos Pinto, entre outros.

Para a deputada estadual Goretti Reis, o tema sobre ensino a distância em enfermagem é relevante à sociedade, e ao mesmo tempo preocupante. A parlamentar explicou que dentro da área de saúde, de modo geral, exige um cuidado direto com o paciente. “A humanização do atendimento/assistência com um olhar para a sintomatologia, complicações do quadro de saúde é fundamental, e num curso a distância de forma on line não é possível”, afirmou concluindo que todas as entidades de classes, Coren, Cofen e Aben, estão se manifestando contra a esse tipo autorização/ensino. “Vamos levar essa discussão ao cenário nacional”, ressaltou Goretti.

De acordo com conselheira do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e palestrante do evento, Dorisdaia Carvalho Humerez, Sergipe é pioneiro nesta discussão. “Pretendemos estender esse evento para o restante do país, apresentando a sociedade os riscos que a população está correndo, em virtude do aumento de cursos em saúde na modalidade a distância”, disse Dorisdaia esclarecendo que “o Cofen não é contra o ensino a distância, somos contra o EAD na área da saúde”, afirmou concluindo que a formação do aluno de enfermagem presencial é de cinco anos, conforme legislação.

Segundo a presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren), Maria Claudia Tavares de Mattos, disse que é inadmissível um curso que lida com a vida humana ser on line. Cláudia afirma que “a internet é uma simulação, uma vez que as reações humanas são verídicas”.  Ainda de acordo com a presidente do Coren, tramita na Câmara Federal o PL 2891/2015, que regulamenta o exercício da enfermagem, e estabelece a obrigatoriedade de formação exclusivamente em cursos presenciais para os profissionais da área.

Por Luciana Botto –  Agência Alese de Notícias

Fotos: Jorge Henrique