Por Kelly Monique Oliveira – Rede Alese
Iniciando os trabalhos legislativos desta terça-feira, 29, o deputado estadual Iran Barbosa (PT) informou

Deputado estadual Iran Barbosa
que está apresentando na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) duas moções. Uma será contra o influenciador digital Carlinhos Maia, que no último final de semana quando esteve hospedado em Sergipe, segundo o parlamentar, expôs de forma jocosa e tentou ridicularizar uma obra da artista sergipana Laudice Rocha, mais conhecida como Lau.
“Ele resolveu vandalizar uma dessas obras. O ato deixou a autora entristecida mais para nós representa uma forma de ataque à cultura e as obras de arte. Não queremos pactuar com esse tipo de atitude”, declarou o parlamentar.
A outra moção de apelo a Secretaria de estado da Saúde e ao Governo de Sergipe para que revejam a posição de fechamento do Centro Obstétrico Leonor Barreto Franco (COLBF), conhecido como “Maternidade de Capela”. “Nesse momento, está acontecendo um ato em frente ao Palácio do Despacho mostrando a preocupação com o fechamento da unidade de saúde. Fechar a maternidade não é alternativa”, afirmou Iran.
Adailton Martins (PSD) também falou no pequeno expediente sobre o fechamento da maternidade de Capela, e solicitou que o presidente da Comissão de Saúde da Alese, juntamente com os deputados, marque uma audiência com o gestor para ver o que pode ser feito pela unidade de saúde, uma vez que, a maternidade atende toda a região como, por exemplo, as cidades de Muribeca, Siriri e Japaratuba.
Além disso, pediu ao Governo do estado que tenha planejamento e estudo para a aquisição de qualquer projeto para que não pegue dinheiro público e jogue fora. “Vimos ultimamente à aquisição de umas motonetas ou tuk tuk, sem o planejamento devido. Hoje, elas serão leiloados e não sabemos o destino dos recursos. É preciso ter planejamento para qualquer obra ou aquisição para não jogar dinheiro público”, observou Adailton Martins, propondo que o dinheiro do leilão das tuk tuk sejam investidos na maternidade de Capela para evitar o fechamento da unidade de saúde.
Na ocasião, Dr. Samuel Carvalho (Cidadania), além de agradecer a todos que participaram do lançamento do Programa “Basta: automutilação, depressão e suicídio aqui em Sergipe não!” na última sexta-feira, 25, foi solidário aos servidores que estão na manhã de hoje, 29, protestando no Palácio do Despacho, contra o fechamento do Centro Obstétrico Leonor Barreto Franco (COLBF), conhecido como “Maternidade de Capela”.
“O Governo diz uma coisa e os médicos outra. Ficamos nesse impasse de que será fechada e irá prejudicar a mais de 135 mil moradores das nove cidades atendidas pela unidade de saúde. A maternidade faz apenas 60 partos por mês, mas tive a informação que se tivesse uma escala correta atenderia a mais de 130 pessoas”, ressaltou Dr. Samuel apelando que o Governo reveja a situação para não prejudicar a população.
Já Gilmar Carvalho (PSC) destacou total apoio aos funcionários da maternidade de Capela e lamentou a falta de diálogo do Governo. “O governador não conversa, não ouve e quem conversa com ele corre um sério risco de bater boca porque nem todos ouvem calado, o que o bico grosso do governador esta habituado a falar a secretario e aliados. Belivaldo tem que entender que não está chefiando a casa dele. Ele precisa perceber que, na época em que foi da líder da oposição na Alese, não aprovaria seu governo”, afirmou Gilmar.
O deputado Luciano Pimentel (PSB) parabenizou o prefeito da cidade de Carmópolis, Beto Caju, pela reinauguração do Estádio Desportista Fernando Franco. “O estádio que estava totalmente depredado e com recursos próprios foi recuperado o que vai gerar grandes benefícios para a prática de esporte amador”, frisou Pimentel.
Sobre a questão da maternidade de Capela, o líder da bancada governista, deputado Zezinho sobral (PODE) afirmou que irá verificar, junto a Secretaria de Saúde, os esclarecimentos necessários por que ninguém concordará com a redução ou diminuição da prestação de serviço à população sergipana.
“Recebemos informações da secretaria que, a unidade precisa de adequações porque não conseguimos realizar 60 partos em uma unidade como aquela que deveria realizar 300”, colocou Zezinho Sobral.
Fotos: Jadilson Simões