Por Assessoria Parlamentar

A importância dos profissionais tecnólogos e sua atuação no mercado de trabalho em diversos setores da economia do país foram os temas principais da audiência pública “Tecnólogos, Profissionais do Século 21: regulamentação, valorização e inserção no mercado de trabalho”, promovida pela deputada estadual Kitty Lima (Cidadania) na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese).

O encontro reuniu profissionais e representantes da categoria que atuam em segmentos diferenciados da sociedade. Entre os palestrantes, a secretária-geral do Sindicato dos tecnólogos de Sergipe (Sindtecno/SE), Wilma Santos; o presidente da Federação Nacional dos Tecnólogos (FNT), Efraim Geraldo Rodrigues Leite; e o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea/SE), Arício Resende.

De acordo com a deputada Kitty Lima, muitas pessoas desconhecem a profissão de tecnólogos e seu campo de atuação, fato que acaba contribuindo para a desvalorização da categoria.

“São pessoas especializadas em diversas áreas que estudaram e se dedicaram para se profissionalizarem em uma área específica, mas que, infelizmente, encontram dificuldade em se posicionarem no mercado de trabalho muitas vezes pelo desconhecimento do seu papel como profissionais nos inúmeros campos de atuação. Além disso, há a queixa desses profissionais quanto à limitação de vagas em concursos públicos, deixando esses profissionais desassistidos e sem saber como se sustentar e sustentar suas famílias”, pontuou Kitty.

Para Wilma Santos, o preconceito enfrentado pela categoria é o maior problema que contribui com a desvalorização profissional, limitando a área de atuação dos tecnólogos em Sergipe.

“Existe um preconceito muito grande aos tecnólogos em relação as outras profissões que já são regulamentadas. Infelizmente a gente ainda sofre com a falta de regulamentação. Com ela, podemos ser inseridos no mercado de trabalho e em concursos públicos, por exemplo, porque hoje é muito difícil encontrar vagas para tecnólogos em editais de concursos. O tecnólogo é um profissional de extrema importância para o mercado econômico, processo produtivo do estado e também do país”, esclarece a secretária-geral do Sindtecno/Se.

Ela explica ainda que apesar de algumas áreas terem regulamentada a atuação dos profissionais tecnólogos, outras ainda não seguem essa realidade.

“Muitos temem que nós iremos tomar suas vagas de trabalho, o que não é verdade. Os tecnólogos possuem uma área de atuação específica, ou seja, eles podem trabalhar em parceria com outros profissionais, como por exemplo, um profissional tecnólogo em cafeicultura e um agrônomo. Um complementa o trabalho do outro sem que haja disputa por sua colocação no mercado”, disse Wilma.

“Os tecnólogos passam por inúmeras dificuldades, a primeira delas a regulamentação da profissão. Há um projeto na Câmara dos Deputados, que tramita na Casa desde 2007, que trata sobre essa regulamentação, que na hora de ir para o Senado Federal foi alvo de dois recursos que estagnou o andamento. Para conseguirmos derrubar esses recursos é preciso que toda a categoria esteja unida e em parceria com deputados que também comprem essa briga”, reforçou o presidente da FNT, Efraim Leite.

Ao final da audiência, a deputada reforçou a necessidade em se encontrar uma solução urgente para a situação dos tecnólogos no mercado de trabalho, apontando o crescimento da taxa de desemprego no país como fator preocupante para a categoria.

“Meu papel enquanto parlamentar, depois de ter sido procurada pelo sindicato da categoria, foi propor esse debate e, a partir do que discutimos aqui, sairemos com vários encaminhamentos, inclusive com o presidente federal dos tecnólogos. Estou feliz em ver que conseguimos reunir vários representantes para discutir sobre a problemática e buscarmos juntos uma solução para esta situação o mais rápido possível. Fomos bastante elogiados porque Sergipe está saindo na frente no que diz respeito ao debate sobre a valorização e importância desses profissionais. Queremos que essas pessoas sejam valorizadas por conta de sua especialização e, consequentemente, fortalecer o mercado de trabalho e a economia do nosso país”, afirmou Kitty Lima.